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Layout: "...sobre a areia passiva e inúmera." RESSALVA Versos...não. Poesia...não. Um modo diferente de contar velhas histórias. (Cora Coralina) TIPOS PSICOLÓGICOS Criado por Carl Jung na década de 20, este método de classificação da personalidade foi aprimorado mais tarde por Katherine Briggs e Isabel Myers(mãe e filha), por isso ficou conhecido como teste de personalidade MBTI (Myers-Briggs Type Indicator). Chegou-se então a 16 tipos de personalidade. Cada um representado pela combinação de 4 letras: [E ou I] - [S ou N] - [T ou F] - [J ou P] Este teste é muito aplicado por empresas e instituições na seleção de candidatos, na formação de equipes e desenvolvimento de liderança; e em áreas como orientação profissional, aconselhamento de carreira, desenvolvimento pessoal e outras. O problema é que algumas empresas seguem-no rigidamente e acabam rotulando a pessoa ou o profissional. Por isso há alguns psicólogos que criticam a aplicação do teste. Como eu acredito que "há um mundo a ser descoberto dentro de cada ser humano", também não considero o MBTI como definidor ou aferidor de "como somos", pois há muito mais a dizer e descobrir sobre isso do que podem supor testes-padrão como este...rs Assim, eu o trouxe para cá com um objetivo mais lúdico mesmo. Só para ver se coincide com o que vocês sabem (ou experimentam) sobre si mesmos. É apenas uma forma de refletir um pouco sobre nossas preferências e aptidões, para aprendermos a lidar melhor com a própria interioridade (nossa realidade psíquica e subjetiva) e com as exigências postas pelo mundo exterior (a realidade objetiva, ambiental e social). Para quem já conhece, é só clicar no link no final do post e ler o texto sobre o seu tipo psicológico. Para quem ainda não sabe, segue o teste para descobrir qual é o seu tipo. Anote a letra correspondente ao seu modo de ser: A ATITUDE PSÍQUICA Quanto à interação com o mundo: Diz respeito a como interagimos com o mundo; onde obtemos e para onde dirigimos nossa energia psíquica. (E) EXTROVERSÃO: As atitudes são orientadas por fatores objetivos, externos (atividades, coisas). São estimulados quando interagem com os outros, pois gostam de concentrar sua energia no mundo exterior das coisas e pessoas. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: (I) INTROVERSÃO: As atitudes são orientadas por fatores subjetivos, internos (conceitos, emoções, reflexões). São estimulados quando despendem tempo sozinhos, pois gostam de concentrar sua energia no mundo interior das ideias e pensamentos. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: Quanto à maneira de perceber o mundo: Descreve as duas maneiras diferentes de como as pessoas percebem ou assimilam as informações (internas ou externas). (S) SENSAÇÃO: Preferem obter informações através dos cinco sentidos (real/concreto). Essa função privilegia as informações recebidas pelos órgãos dos sentidos, constatando a presença sensorial das coisas que nos cercam no contexto do “aqui e agora”. São pessoas mais realistas e práticas. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: (N) INTUIÇÃO: Preferem obter informações observando o todo. Essa função vai além da sensação, buscando os significados, relações e possibilidades futuras das informações recebidas. Trata-se de uma apreensão perceptiva dos fenômenos (pessoas, objetos e fatos) pela via inconsciente. A intuição “vê” a natureza “oculta” desses fenômenos. São pessoas mais imaginativas e criativas. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: Quanto à tomada de decisões: Demonstram as duas maneiras como tomamos decisões e chegamos a conclusões. Todos nós apresentamos uma preferência natural e inata por tomar decisões baseadas na lógica ou em nossos sentimentos e valores pessoais. (T) PENSAMENTO: Preferem decidir organizando e estruturando logicamente (objetividade), pensando nos prós e contras. Essa função discrimina, julga e classifica os fenômenos a partir da lógica da razão e justiça; um padrão para todos. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: (F) SENTIMENTO: Preferência por decidir levando em consideração o que é pessoal (valores). Tomam decisões baseados em como se sentem acerca do assunto e como os outros serão afetados. Valorizam a empatia e a harmonia; vêem a exceção para a regra. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: Quanto ao estilo de vida: Aqui descobrimos se preferimos viver de uma maneira organizada (tomando decisões) ou de uma maneira espontânea(assimilando informações). (J) JULGAMENTO: Preferência por viver de forma organizada e planejada (estruturação). São mais felizes depois que as decisões foram tomadas. Tendem a tomar as decisões rápida e facilmente. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: (P) PERCEPÇÃO: Preferência por viver de forma flexível e espontânea (adaptação). São mais felizes deixando as suas opções abertas. Tendem a sentirem-se ansiosos e inseguros ao tomar decisões. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: Sinal de Alerta: E então? Você é um ENFP ou ISTP? Um ISTJ ou ENTP? Agora que já descobriu, clique no link abaixo e leia o texto referente ao seu tipo de personalidade. Veja se realmente ele te descreve em linhas gerais quanto às suas preferências e aptidões: Voltando à série "Frases Geniais", desta vez a vítima é ninguém mais ninguém menos que Fernando Pessoa! Ou melhor, um dos “Pessoa”. Imaginem só! Que petulância a minha! [Ainda bem que a audiência deste Blog é pequena (e suficientemente benevolente) para me livrar da acusação de profanar a obra desse gênio da literatura. Pelo menos, é o que espero.] rsrs Sob o heterônimo de Bernardo Soares, ele escreveu a seguinte frase genial: “Não querer é poder.” Na verdade, escrito originalmente em 'O Livro do Desassossego', o pensamento completo é: “A renúncia é a libertação. Não querer é poder.” Quando li isto, fiz uma associação imediata com as minhas convicções e conteúdos e então imprimi nela uma interpretação bem pessoal. Parafraseando o próprio Pessoa, digo que quando a li, “quis para mim o espírito dessa frase, e transformei-a a meu modo para casar com o que sou.” E não é isto mesmo que fazemos quando citamos um autor, um pensamento, uma obra? É a nossa leitura particular, decodificada pela soma de tudo o que(quem) somos e do impacto que uma ideia ou pensamento causa em nós. Maas... Considerando que uma das acepções da palavra “poder” é ter domínio ou controle (sobre o outro), e que “renúncia” aqui pode ser entendida como abnegação e asceticismo - antes de dizer qual é a minha interpretação pessoal - digo primeiro qual não é: Quando concordo com a ideia de que “a renúncia é libertadora” e que “não querer é poder”, não estou fazendo apologia à anulação da vontade, já que não acredito que isto seja viável ante a incontestável verdade de que o ser humano é inerentemente dotado de volicionalidade. Negar o querer, na minha opinião, é apenas mais um ato de volição: a busca da anulação da vontade por si só já é (um) querer! (Talvez o maior dos "quereres" - para quem a tem como alvo). Por isso não concordo com a prática do exercício rigoroso da auto-negação visando a supressão total dos próprios desejos, para atingir um estado de extrema felicidade ou ausência de sofrimento(nirvana), com o objetivo último de se fundir numa bondade universal sem pessoalidade (ou Vontade Cósmica). Não. Não é isso. Pois, tendo em vista que as minhas convicções são fundamentadas na concepção teísta cristã (ressaltando que “cristã” aqui deve ser entendida como “de Cristo”, e não da Religião Institucionalizada) e considerando que já me desculpei pela total “descontextualização” da frase Muito menos é minha intenção defender a ideia de que, se eu não quero o que alguém me oferece, isto me coloca numa posição de autoridade e então me torno detentora de um certo poder (sobre este alguém)...ou algo do tipo. Não é nem uma coisa nem outra. A minha interpretação não defende a renúncia ao “querer em si”, mas sim àquele querer "que me domina e me subjuga”...e que é, portanto, destrutivo. E o “poder” decorrente dessa renúncia nada mais é do que o de “ser capaz de” usar esse mesmo querer de uma maneira que ele não me prejudique. Concordo, no entanto, com ambas as filosofias (oriental e ocidental) no sentindo de que tudo aquilo para o qual eu não posso dizer NÃO (porque não consigo), me domina e me prejudica, pois tolhe a minha liberdade e me faz refém; e assim o objeto do meu desejo (ou quem o representa) passa então a ser o meu tirano, o meu ditador e a exercer forte dominação sobre minha vida. A única solução então é renunciar a este querer que me prende e me escraviza. Ou seja, não nego que o meu foco, semelhantemente ao dos que buscam a negação do querer em si, é a libertação. O meu também é. Porém, com uma diferença: É a libertação no(ou dentro do) querer. E não a anulação ou extinção desse mesmo querer. Quando sou liberta, passo a ser capaz de escolher – característica exclusiva dos seres “livres”. Só que, na posição de escolher, não deixo de querer: mas passo a querer melhor. Minha paráfrase então ficaria assim: “A renúncia [ao que me domina] é a libertação. Não querer [ser dominado] é poder [escolher].” Quando renuncio, passo a ter o poder de dizer não para aquilo que me dominava, então me sinto livre...para escolher melhor. E só quem escolhe é livre. Não é difícil constatar que uma pessoa que quer alguma coisa obsessivamente não consegue escolher. Antes, foi “escolhida”(capturada ou sequestrada) pelo próprio desejo. Por outro lado, se abrir mão da posse [ou renunciar] e, portanto, der vazão ao “não-querer”, consequentemente o seu “querer” se liberta dessa obsessão. Só assim a pessoa consegue enxergar o que tanto deseja dentro da realidade: como sendo algo “externo e fora de si”(como de fato sempre foi) e, portanto, sem potencial de dominação sobre sua vida. Na posição de "não-querer", a pessoa sai de um estado de inanição e assume o de apreciadora. Sim. Pois passa à condição libertadora de poder enxergar opção, e então consegue escolher entre as duas respostas - o sim e o não. Agora, o “objeto” do seu desejo se torna algo para o qual ela olha com uma atitude autônoma, e diante do qual pode decidir entre querer e não querer! Só assim pode desfrutar melhor da sua condição humana de Ser Volitivo, pois quanto menos domínio algo tiver sobre ela, mais livre será para dizer: “Eu quero”, ou, “eu não quero mais.” Dessa forma, a renúncia (ao querer que escraviza) nos capacita para escolhermos livremente (e, portanto, melhor). O problema é que geralmente decodificamos “renúncia” como algo ruim – como uma perda. Mas, neste caso, não! É a renúncia à escravidão! Por isso é libertador como em “...então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (Cristo, no evangelho de João, Cap.8, versículo 32) Ou seja, é a renúncia apenas ao querer destrutivo – aquele que me obriga a dizer somente SIM, SIM, SIM. Mesmo estando na maioria das vezes bastante consciente do prejuízo.* É aquilo que te faz reagir sem levar em consideração as consequências: “Não importa o preço (se vai me prejudicar ou prejudicar o outro), mesmo assim eu quero!” *[Aqui, acho importante ressaltar então que a percepção não evita a prática do querer destrutivo. Ou seja, a consciência é imprescindível, mas por si só não produz mudança de comportamento. Por isso, nesta questão, nenhuma vantagem tem quem possui mais Conhecimento. Uma constatação prática disto é o fato de existirem médicos que fumam e educadores que humilham seus alunos.] Por outro lado, quando a pessoa - além da consciência do prejuízo - não quer mais ser alvo (ou agente) dele, ela contesta a si mesma e isto produz uma indignação capaz de fazer com que os seus olhos existenciais passem a enxergar a sua vida de uma maneira crítica e questionadora, anulando assim o potencial de dominação que aquela situação tem sobre os seus pensamentos e atitudes. Então, na minha opinião, o "não-querer" tem maior força transformadora(ou modificadora) do que o querer. Pois me coloca em confronto direto com a realidade e me impulsiona a iniciar uma caminhada para longe do estado de dependência. Na posição de “não querer”, e portanto, livre de domínio, sou capaz de me ver “de fora” e analisar a minha própria situação como se estivesse fora dela. O que é extremamente positivo e produtivo. Assim, a minha interpretação (baseada [e experimentada] em João 8:32) não visa a negação do querer em si e nem o domínio e a tirania sobre o que se quer, mas, como já disse, a libertação: a liberdade de quem quer. A maioria preconiza que “querer é poder”. Mas nem sempre o simples querer vem acompanhado da “energia de alma” capaz de produzir “atrito existencial” suficiente para mudar trajetórias na nossa vida ou nos tirar de um estado de estagnação (principalmente quando já estamos chafurdados nele...rs). Existe uma grande diferença prática em dizer: "Eu quero muito (isto ou aquilo)...mas não consigo!" Ou dizer: “Não quero mais permanecer ou viver assim...por isso preciso tomar alguma atitude!” Na segunda opção, eu confronto e ao mesmo tempo renuncio à minha atual condição e isso abre um precedente de mudança real (possível), e não apenas almejada, hipotética ou inatingível. No entanto, todo este movimento contrário tão produtivo e dinâmico pode ser proporcionalmente negativo. Note só a força do “não-querer”: Por exemplo: quando uma pessoa não quer mudar, nada e ninguém poderá ajudá-la! É por tudo isto [e por experiência própria principalmente] que eu acredito muito mais no poder transformador do “não-querer”: Se você NÃO quer ser dominado e subjugado, você PODE dizer não ao controle de algo(ou de alguém) sobre a sua vida. Se você NÃO quer que o ressentimento te corroa e te transforme numa pessoa azeda e com uma atitude cínica diante da vida, você PODE dizer sim ao perdão. Se você NÃO quer, você PODE escolher! E quem escolhe é livre! Apenas livre. Livre para dizer NÃO ao que escraviza. Livre para dizer SIM ao que liberta. AXÉ?! Aqui em casa somos todos “musicólatras”...amamos música. Desde o mais novo até o patriarca. rsrs Police, Queen e Pink Floyd, dentre outros. Acredita? Outro dia ri sozinha quando encontrei escrito com a letra dele num pedacinho de papel: “Smooth – Santana” Provavelmente, ouviu no rádio, gostou e anotou o nome da música. Quando eu era adolescente costumava sair com meu irmão para comprar CDs. Saíamos aos sábados e passávamos o dia entre uma loja e outra procurando as “raridades”... (Não preciso nem dizer que quase tudo de música que gosto foi por influência dele, né? Quando o meu sobrinho Arthur era ainda bebê, tomava mamadeira deitado no sofá enquanto assistia aos clássicos do rock da nossa coleção de clipes. E assim uma geração vai influenciando a outra... A Marina é a minha sobrinha mais velha e, como tal, já “catequizou” a Rebeca, a mais nova (de 7 aninhos), mesmo sem ter tido esta intenção. Acabou influenciando-a a gostar da Cher – aquela atriz e cantora norte-americana - pois sempre coincidia de a Rebeca ver a Marina assistindo ao DVD desta cantora quando ia passear na casa dela. Mas é claro que ela convive com outras crianças que também já têm seus gostos musicais. E foi numa dessas conversas sobre música, que sua prima pré-adolescente Letícia disse: "_Ai! Eu odeio axé! E a Rebeca, com uma cara de espanto, perguntou: _Como assim? Você não gosta? A Letícia continuou: _Claro que não! Acho horrível! E a Rebeca, já indignada (ela é bravinha), retrucou cruzando os braços: _Pois eu gosto "da Cher", tá?! Já vi até o DVD e tudo! Ela canta muito bem e a Marina também gosta!" X Mais uma "pérola" da Becs. Qualquer minuto com ela é diversão garantida. Gosto da natureza, do cheiro de mato. Das cidadezinhas do interior com gente simples na ruas. Aquelas casinhas com janelas e portas coloridas, sabe? Azul, verde, marrom avermelhado... Gosto de ouvir passarinhos cantando e de barulho de cachoeira. De cheiro de café, de biscoitos feitos na hora e de colher fruta na (Talvez alguém esteja pensando:) Pior que parece mesmo. Pois soa até “bizarro” falar disso neste nosso mundo “internetualóide” de emails, blogs, Orkut, MSN, Twitter, Myspace... Mas que bom que essas coisas lindas ainda existem fora dos livros (Oops! Quero dizer: fora dos E como eu gostaria de ter mais contato com tudo isso! Essa simplicidade perdida e tão singular. Talvez por isso gosto tanto da música-tema deste post. Ela tem tudo isso de que eu estou falando... É linda essa composição. A letra é uma poesia. Isso sem falar da interpretação: afinada, suave...leve. Durante curtos 3 minutinhos ela nos tira dessa selva de pedra e nos leva para esse vilarejo..."onde areja um vento bom"... “Aprendi um novo verbo: navarandolhar, que significa precisamente “na varanda olhar”: assentar-se na varanda, sem querer fazer nada, totalmente entregue à contemplação.” Então, pensei: "Vilarejo"... Há um vilarejo ali Onde areja um vento bom Na varanda, quem descansa Vê o horizonte deitar no chão Pra acalmar o coração Lá o mundo tem razão Terra de heróis, lares de mãe Paraíso se mudou para lá Por cima das casas, cal Frutas em qualquer quintal Peitos fartos, filhos fortes Sonho semeando o mundo real Toda gente cabe lá Palestina, Shangri-la Vem andar e voa Vem andar e voa Vem andar e voa Lá o tempo espera Lá é primavera Portas e janelas ficam sempre abertas Pra sorte entrar Em todas as mesas, pão Flores enfeitando Os caminhos, os vestidos, os destinos E essa canção Tem um verdadeiro amor Para quando você for Pois, mesmo ouvida através de caixa acústica compacta e portátil para PC ou Notebook, consegue acalmar o coração. (Há um vilarejo ali...e eu quero ir pra lá.) Pessoas queridas, venho aqui confessar que cometi um delito... É isto mesmo que vocês estão lendo. E pior: por repetidas vezes. Pois é...coisa grave. Tenho me apropriado de algumas frases e deliberadamente começo a usá-las fora do contexto ou de acordo com o "meu texto"...ou minha interpretação. Muita gente faz isso e eu, confesso, não sou diferente. Mas não nego. Eu assumo a prática do crime! rsrs E, para fazer isto publicamente, resolvi criar aqui no meu blog uma série de posts com o título “Frases Geniais”, em que publico a frase e exponho a minha interpretação – que às vezes coincide com o contexto original e outras vezes(a maioria), não. Geralmente são frases que já cito há algum tempo: coloco no Orkut, no MSN, falo e até já publiquei aqui mesmo no meu blog. Foi assistindo a um debate entre dois pensadores (Luis Felipe Pondé e Marcia Tiburi) que escolhi qual seria a frase para este primeiro post da série. Nesse debate, foi discutida a “relação entre homem e mulher” sob o ponto de vista masculino e o feminino. [E, diante deste tema, desde já elimino qualquer possível suspeita dizendo que eu, Viviane Villas Bôas, nunca fui e não sou feminista. Não concordo e nem faço apologia às mulheres em detrimento dos homens, e não sou a favor dessa dispusta de poder entre ambos, visando provar a superioridade de um ou de outro. Não. Nada disso. No entanto, realmente acredito que a mulher tem grande capacidade de recuperação e é bastante independente...o que não significa que não reconheço ou não valorizo as capacidades dos homens – que são muitas. Pelo contrário, eu os admiro pelas suas importantes qualidades. Tanto é que concordei mais com o que o Luis Felipe falou do que com o que a Marcia – feminista convicta – disse.] Em oposição a ela, uma das coisas que ele disse foi que não acredita que a maioria das mulheres queira ficar solteira ou realmente não queira ou não veja necessidade em ter um homem ao seu lado. Mas, numa certa altura do debate, ele comentou que a independência e a capacidade de superação da mulher assustam um pouco os homens...e para ilustrar sua constatação, dentre muitos exemplos, citou uma estatística bem interessante: “A mulher quando decide terminar ou sair de um relacionamento...é por causa dela mesma. Já o homem, é por causa de outra mulher.” O que, segundo o pensador, revela uma grande dependência. Complementando, ele disse que, nessa questão de fim de relacionamento, observou também que a mulher sofre por um tempo, mas de uma maneira tal que parece que ela não vai suportar...e, para o homem que observa de fora, até parece mesmo que ela não vai conseguir, pois reage como se o mundo tivesse acabado (reúne as amigas e chora, chora, fala horrores do cidadão e de todos os outros homens da face da terra... Apesar de citá-la num "(des)contexto" “Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.” (fragmento do poema “Desenho”, de Cecília Meireles.) De fato. Toda mulher é mesmo um pouco Fênix. O CORVO E O PAVÃO _Bom dia, Senhor Corvo! Como você é bonito! Que lindas penas! Tem patas fortes como ferro e o seu peito parece o de uma águia real! O Corvo, todo contente, pôs-se a fazer pose para mostrar as suas penas negras e luzidias. A matreira Raposa, entretanto, continuava a fazer-lhe elogios. _Francamente, se seu canto tiver alguma semelhança à sua plumagem, por certo que o senhor é o príncipe dos pássaros, uma figura sem igual entre os humildes moradores deste bosque! Ao ouvir o doce som de tão “justos” elogios, o Corvo, com o peito estufado e quase sufocado pela vaidade, não cabe em si de tão lisonjeado. E, para se gabar, resolve mostrar sua bela voz. Abre o bico até encurvar a cabeça para trás, deixando cair no chão o pedaço de queijo, que a Raposa, ávida, logo devora e lambendo a boca diz, gargalhando: _Oh, Corvo! Meu amigo Corvo! Fique sabendo que todo adulador vive à custa daquele que lhe dá crédito. Sem dúvida, esta lição valeu sua refeição perdida. Então a Raposa, satisfeita, retira-se e deixa o Corvo se lamentando da trapaça de que fora vítima. Envergonhado, ele jurou nunca mais se deixar enganar daquela maneira. (Adaptado de http://O-Corvo-e-a-Raposa) Passada a vergonha, o Corvo pôs-se a matutar sobre seu fracasso e concluiu: "Aargh! O que é um simples pedaço de queijo diante do fato de que a Raposa apenas confirmou o que eu já sabia a respeito de mim? Quer queira quer não, ela reconheceu, mesmo que por interesse, que sou o Príncipe dos Pássaros! Na verdade, ela abriu os meus olhos. Por isso, agora sei que não preciso mais me esforçar tanto para conseguir um queijinho aqui ou um petisco acolá...não! Como superior às demais Aves, eu sou digno de ser servido, isso sim!" E assim o Corvo passou o resto dos seus dias: Enganando a si mesmo e tentando enganar os outros... Embevecido pelo próprio orgulho. Bilhões de pessoas estavam espalhadas por uma grande planície, diante do trono de Deus. Alguns do grupo mais da frente conversavam calorosamente. Não falavam com reverência, mas em aberta beligerância. “Como Deus pode nos julgar?”, perguntavam. “O que ele sabe sobre o sofrimento?”, gritou uma loira. Arregaçando a manga de sua blusa, mostrou um número tatuado em um campo de concentração nazista. “Sofremos medo, açoites, torturas, morte”, continuou. Em outro grupo, um negro baixou o colarinho. “Que tal isto”?, exigiu mostrando uma feia queimadura provocada por cordas. “Fui linchado apenas por ser negro. Sufocamos em navios escravos. Fomos arrancados do convívio de nossos queridos, trabalhamos debaixo do chicote até que a morte nos aliviou”. Grupos semelhantes se articulavam em toda aquela planície. Cada um se queixava de Deus pelo mal e sofrimento que permitiu no mundo que ele mesmo criara. “O que Deus sabe sobre o que a humanidade suportou? Como Deus é feliz por morar no céu. Lá não há lágrimas, medo, fome, ódios. Deus leva uma vida bem confortável”, afirmavam. Então cada grupo decidiu enviar um representante diante de Deus; escolhido pelo que mais sofreu. Havia um judeu, um negro, um marginalizado da Índia, um bastardo, uma japonesa de Hiroshima, um preso de um campo de concentração russo, uma mulher africana contaminada com HIV, cujos filhos morreram de fome. Antes se reuniram no centro daquela vasta planície para se organizarem. Chegaram a um consenso. Antes que Deus se qualificasse para julgá-los, precisaria experimentar o que eles experimentaram. Decidiram sentenciá-lo: que ele viva na terra como homem. Mas como era Deus, estabeleceram algumas salvaguardas. Ele não poderia se valer de seus poderes divinos para se proteger. “Que nasça judeu; que a legitimidade de sua paternidade seja questionada e que ninguém saiba com segurança quem foi o seu pai; que lidere uma causa tão justa e tão radical, que atraia o ódio e a condenação dos poderosos; que a religião oficial se esforce para eliminá-lo; que tente descrever o que nenhuma pessoa jamais provou, ouviu ou percebeu; que tente comunicar Deus aos homens; que seja traído por um dos seus amigos mais queridos; que seja indiciado com provas falsas; que seja julgado por um júri preconceituoso e que o seu juiz seja um covarde; que experimente o que é sentir-se completamente abandonado por todos; que seja torturado e que morra. Mas que sua morte seja a mais humilhante, e que morra ao lado de ladrões ordinários. À medida que cada líder anunciava a sua sentença, um murmúrio se espalhou pela planície. A aprovação parecia unânime! Mas quando o último expressou a sua sentença, houve um profundo silêncio. Ninguém se atreveu falar, ninguém se moveu. De repente, todos perceberam: – Deus já cumprira a sentença dos réus! ("O Dia em que Deus cumpriu a Sentença dos Réus", Ricardo Gondim) “Pois temos um Sumo Sacerdote que pode compadecer-se das nossas fraquezas.” Se Ele apenas entendesse o fato de termos fraquezas já seria suficiente. Mas a situação é ainda melhor. Ele conhece a sensação que temos em nossas fraquezas – não apenas a fraqueza em si, não apenas os traumas emocionais e conflitos interiores, mas também a dor que tudo isso nos inflige. Diferente dos deuses mitológicos e pagãos que são inatingíveis, impassíveis e indiferentes ao sofrimento humano, Ele compreende as frustrações, depressões, mágoas, os sentimentos de abandono, solidão, isolamento e rejeição que nos afligem. A paixão(o sofrimento) de Cristo é a prova disso. Nos dias em que esteve aqui na Terra, encarnado como homem, ofereceu a Deus “com forte clamor e lágrimas" orações e súplicas, demonstrando profunda angústia de alma. Enquanto orava no Getsêmani (momentos antes de ser preso), a dor pelo acúmulo, desde o dia em que Ele nasceu, de rejeições, perversidades humanas e luta espiritual intensa se somou à angústia terrível de ter sobre si os pecados de toda a humanidade, e isto impôs sobre Ele uma tensão tão grande a ponto de a Bíblia nos dizer, no Livro escrito por Lucas, que Ele suou sangue (único dos quatro evangelhos em que este evento é destacado, provavelmente porque Lucas era médico). A dor excruciante ocasionou o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas, misturando o sangue ao suor, que se concentrou sobre a pele e escorreu por todo o corpo. E este fenômeno raríssimo – que a ciência denomina de hematidrose (excreção de suor sanguinolento como consequência da hemorragia das glândulas sudoríparas) – somente ocorre em condições excepcionais: uma fraqueza física e emocional muito intensa acompanhada de um abatimento moral violento causado por um profundo estresse. E tudo isso ocorreu antes de Ele ser preso. Mas o que se seguiu, todos nós sabemos que foi muito pior: o julgamento falso, o flagelo, o escárnio da coroação com espinhos (que além de cravar-lhe o crânio, o impedia de recostar a cabeça no madeiro), o caminho de cerca de 600 metros carregando a cruz até o monte Calvário, depois os longos pregos e toda aquela agonia que durou cerca de três horas. Sua história de vida, o Getsêmani e a crucificação nos dizem que Ele passou por tudo o que nos aflige como seres humanos. Portanto, Ele sabe o que é chorar muito e orar a Deus em prantos. Ele lutou com emoções que quase o despedaçaram. Ele passou por isso e pôde sentir o que sentimos. Quantas pessoas, em meio à dor, já não disseram palavras como estas: “A minha alma está angustiada até a morte” ? Pois foi assim que Ele expressou o tamanho da sua tristeza (Marcos 14:34). E isso quer dizer que Ele entende como se sentem as pessoas que estão tão deprimidas que não querem mais viver. O Deus da Bíblia, o Deus Cristão não é blindado. Não! Ele veio para sofrer e sofrer como nós: Jesus é a prova de que Deus conhece o “drama humano”! Se você sofre porque por algum motivo já teve sua paternidade questionada – Ele sabe como você se sente: as circunstâncias da gravidez de sua mãe provocou este tipo de especulação quando do seu nascimento e durante toda a sua vida. Se você se sente solitário, sozinho, porque seus amigos parecem não se importar com você ou porque alguns até “fingem” que não te conhecem mais – Ele sabe o que se passa em seu coração, pois os seus amigos mais próximos pareciam indiferentes à sua dor e não conseguiram lhe fazer companhia nem por uma hora sequer! Implorou a eles por três vezes, mas em todas os encontrou dormindo, enquanto Ele, sozinho, estava profundamente triste...e, por fim, no momento em que mais precisava deles, todos o deixaram e fugiram, como se não o conhecessem, como se nunca tivessem passado por experiências juntos. Se já te acusaram injustamente; se você já foi vítima de falsos testemunhos, calunias, humilhações (verbais e físicas como tapas no rosto e toda sorte de agressão que tenha atingido sua integridade física e moral), escárnio, deboches, zombarias... Se já sofreu preconceitos por causa da sua origem e da região onde você nasceu; ou porque você usa roupas simples e não possui status ou bens materiais... Ou se a “elite” religiosa te acusa de transgressor; já te interpretaram mal e te acusaram de ser endemoninhado, de falar blasfêmias; ou ainda se te criticam porque você convive com pessoas tidas como pecadoras e erradas; ou porque você denuncia a hipocrisia deles e não aceita que rituais e interesses religiosos sejam mais importantes do que a vida das pessoas... Se já sentiu a profunda tristeza de chorar pela morte de alguém querido... Se já foi traído; se já mentiram para você; se já foi decepcionado e criticado pelos seus próprios irmãos e rejeitado pelas mesmas pessoas que antes te elogiavam e homenageavam; se já foi expulso de algum lugar para onde você foi com a intenção somente de ajudar; e se já foi ridicularizado simplesmente porque tenta fazer o que é correto e bom... E se, na lida da vida, às vezes, você tem a sensação de que o sofrimento é tão grande e angustiante que parece que Deus te desamparou e te abandonou para que sofresse sozinho aqui neste mundo, sem alento e sem consolo... Se você já sofreu alguma dessas coisas ou algo parecido, olhe para a história da vida de Jesus e veja que Ele passou por todos esses sofrimentos, sem exceção, por isso, entende e sabe como você se sente. Ele compreende muito bem o que se passa com você. O coração Dele não é indiferente ao nosso sofrimento. Não! O coração de Deus é compassivo, pois sentiu “na própria pele” o que é viver num mundo cheio de crueldade, preconceitos e violência. Um mundo cuja lógica é pagar o bem com o mal. Esse mundo insensível e frio que nós – humanos – produzimos com o mau uso da liberdade de escolha que Ele mesmo nos deu. Em sua soberania, nada o impedia (a não ser o seu amor incondicional) de ouvir as nossas orações e súplicas, porém se manter ileso, apenas “tentando entender" como nos sentimos vivendo nesse mundo caído...mas não! Ele veio e se fez como igual: viveu como um ser humano comum e simples. Ele escolheu não fazer uso das suas prerrogativas (ou privilégios) de ser Deus (porque senão nunca se identificaria com a nossa fraqueza!), e viver integralmente como 100% humano, sem vantagem alguma em nada! (Nem de ordem física, nem financeira ou de qualquer outro tipo). Pelo contrário. Ele se esvaziou da sua glória (Filipenses 2: 5 a 8), por amor a nós, para que saibamos que Ele entende as aflições que nos sobrevêm e para que hoje olhemos para Ele e entendamos que, pela fé Nele, nós também podemos passar por todas essas coisas e não sermos destruídos, pois Ele mesmo disse: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!" Hoje é dia de relembrar e se alegrar por essa vitória! Se você crê em Cristo, o sofrimento, as traições, as tentações, as falsidades, as dores emocionais, não podem te esmagar porque Ele ressuscitou e venceu toda essa maldade que há neste mundo! Porque Ele venceu, nós, mediante a fé, estamos “plugados”, ligados, enxertados Nele, e por causa disso, hoje podemos também vencer todas essas coisas através do poder espiritual que emana Dele para nós pelo Espírito Santo. (II Coríntios 4: 8) Paulo disse em I Coríntios, 15: 14 e 19: "E, se Cristo não ressurgiu, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” Somente a Ressurreição de Jesus nos garante que nenhum processo de morte e destruição pode deter aquele que Nele crê. (Seja o processo interno - como fruto da nossa própria maldade contra o próximo e contra nós mesmos; ou externo - como resultado da maldade do outro contra nós). Pois estamos diante de um Deus que compreende nossos sentimentos e fraquezas e nos chama para que Lhe falemos sobre eles, num relacionamento baseado no amor e no perdão. Por isso, podemos nos aproximar Dele com toda confiança, sabendo que seremos recebidos com graça e misericórdia: tanto quando pecamos, quanto quando somos alvo do pecado dos outros. No Natal, lembramos QUEM Ele é para nós. Na Páscoa, lembramos O QUE Ele fez por nós: Jesus levou sobre si os nossos pecados na cruz mas, além disso, levou também todos os nossos sentimentos de fraqueza e impotência, para que ELE SEJA A NOSSA FONTE de cura, consolo e descanso...e NÃO quaisquer vícios ou mecanismos de fuga e escape da realidade que o mundo oferece (e que somente geram mais frustrações). Esta é a mensagem do cristianismo: em Cristo, a morte perdeu o seu poder! Por isso, podemos nos alegrar, apesar do sofrimento a que estamos sujeitos neste mundo, porque nenhum processo que gera morte (toda sorte de violência verbal e física) conseguiu destrui-Lo e, no fim, nem a própria morte conseguiu vencê-Lo! Através da fé na Ressurreição, hoje obtemos Paz e cura para nossa alma para que - apesar da nossa natureza pecaminosa que tende para o mal - possamos viver num mundo corrupto, sem sermos corrompidos por suas engrenagens maliciosas e destrutivas. Celebremos hoje então aquele terceiro dia! O dia em que Ele prenunciou que é possível obter vitória sobre todo sofrimento e sobre a morte! Seja agora (neste tempo), seja quando dermos o último suspiro aqui nesta terra, pois para o cristão (assim como não foi para Cristo) a morte NÃO é o fim, mas a continuidade da VIDA (em plenitude) na eternidade. Ele ressuscitou para que nós pudéssemos ressuscitar também no último dia, mediante a fé Nele. Esse é um dos pilares da fé cristã: Jesus ressuscitou e vive hoje e para todo o sempre! Se Cristo tivesse permanecido no sepulcro, nem esta e nem nenhuma mensagem a respeito Dele faria sentido algum! Pois tudo isso não passaria de História, sem valor espiritual...apenas documental: seria apenas um evento do primeiro século e, portanto, isolado e delimitado no tempo. E então falaríamos sobre Ele usando apenas o remoto e sombrio tempo verbal no passado: "Ele foi, Ele fez, Ele viveu..." Somente graças à sua Ressurreição é possível - desde aquele terceiro dia após a crucificação até os dias de hoje - dizermos: Ele É, Ele FAZ, Ele VIVE! Quando aquelas mulheres encontraram a pedra do sepulcro removida, foi-lhes dito: "Por que buscais entre os mortos quem está vivo?" (Lucas 24:5) Alegremo-nos HOJE e todos os dias da nossa vida na Ressurreição de Cristo, porque Ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá." (João 11:26) FELIZ PÁSCOA! "Deus teve apenas UM Filho que não pecou, mas NENHUM que não sofreu" Este assunto é sempre interessante...olha só: Com o aumento do conhecimento científico, muitos têm comemorado as descobertas sobre o funcionamento do cérebro humano: seu poder é único. Nem sequer os computadores mais sofisticados se aproximam de suas aptidões. Porém, no lado exatamente oposto estão os resultados de outros estudos e pesquisas indicando que praticamente triplicaram os casos de doenças associadas ao envelhecimento do cérebro, como o Alzheimer, e outras apresentadas apenas com o rótulo de "neurodegenerativas", porque ainda são muito recentes para a ciência nominar. E, pior, estas degenerações não estão necessariamente ligadas à idade cronológica: já há casos de pessoas muito jovens que estranhamente possuem cérebros “envelhecidos”. Quando falamos em cuidar do cérebro, é importante reforçar que ele obedece a uma das grandes leis da biologia: a lei do uso e do desuso. Se usar, ele se desenvolve; se não usar, ele atrofia. Essa lei vale também para músculos, tendões, ligamentos e ossos. Assim, a principal tarefa a fazer é mantê-lo em funcionamento. Na prática, o cérebro funciona da seguinte forma: quanto maior for o número de ligações existente entre os neurônios (sinapses), melhor. O bom de tudo é que é um circuito fechado, um sistema que se auto-alimenta, porque o número maior de sinapses ajuda o raciocínio e a memória, dinamizando a velocidade de transmissão de informações entre os neurônios. É o mesmo raciocínio de estradas e ruas. Quanto mais vias de acesso houver, maior será a possibilidade de encontrar atalhos e de tornar o deslocamento mais rápido. Porém, o que provoca o aumento das sinapses? Novos aprendizados, a exposição a variados interesses, novas experiências (físicas, inclusive), novos pontos de vista, reformulação de idéias, etc. Portanto, o treinamento cerebral é simples e pode ser ministrado no dia-a-dia, em qualquer hora e lugar. É a mesma metodologia e filosofia da prática esportiva: o segredo é tomar gosto pela prática, acostumar-se com a constância. Sabemos que o córtex está dividido entre hemisfério direito e hemisfério esquerdo. Quando se trata de controle dos movimentos e da percepção dos sentidos, eles dividem igualmente as tarefas: o funcionamento é contralateral, o lado direito controla o lado esquerdo do corpo e o esquerdo, o lado direito. Porém, esta ‘simplicidade’ não se aplica quando se trata do pensamento. Estudos científicos apontam para a predominância de um dos lados, que reflete na personalidade do indivíduo. O esquerdo executa pensamentos com tendências à lógica, à matemática, à organização e ao planejamento. O hemisfério direito é criativo, romântico, sonhador e visionário. E o predomínio de um dos hemisférios cerebrais é de certa forma atribuído à escolha profissional. Um engenheiro lida com cálculos e planejamento. E, por ter estudado essas disciplinas, é natural que tenha desenvolvido mais o hemisfério esquerdo. O mesmo acontece com o artista que trabalha com a imaginação, criatividade e estética e, por isso, desenvolve mais o lado direito. É óbvio que a fisiologia também conta. A pessoa escolhe uma determinada profissão porque já tem uma certa aptidão para exercê-la. Afinal, quem não tem talento algum para desenho não escolherá cursos de arte. Atuando com os dois lados Agora, como detectar o desequilíbrio entre os dois lados? É perceptível na prática. Faça a avaliação para verificar qual é o lado predominante do seu cérebro. Ex.: você é muito criativo e cheio de idéias (predomínio do lado direito), porém, quando chega à etapa de implementar, de pôr em prática, você emperra (lado esquerdo pouco desenvolvido). Ou o oposto: você só sabe executar, mas criar não é com você. Tudo bem. Não dá para ser bom em tudo. É por isso que o trabalho em equipe existe. Um cria, outro planeja, outro executa. Mas, infelizmente, este tipo de acomodação pode ser mortal para certas profissões. O advogado, por exemplo, precisa de raciocínio lógico (logo, da matemática). Como ele defenderá o seu cliente sem organizar todas as informações de forma clara e objetiva? Sem contar que este equilíbrio pode ser um grande diferencial. Alguns profissionais liberais, como médicos e psicólogos, conseguem notoriedade porque não são apenas técnicos na sua área, mas também sabem se comunicar com leigos, escrevem para jornais e revistas, dão palestras. Por outro lado, há profissionais que não conseguem se traduzir e só são compreendidos por outros da mesma área. A tarefa é tentar fortalecer a parte mais fraca do seu cérebro e potencializar a mais forte. Procure desempenhar aquelas tarefas que julga não ter talento algum para executar. Não se preocupe com os resultados. Seu cérebro só ganhará com o exercício. Quanto mais equilíbrio houver entre os dois lados, melhor. Vale lembrar que os treinamentos para o cérebro não são divididos por campos de atuação. Ele não funciona por departamentos. Você já leu sobre inteligência emocional e inteligências múltiplas. Estas divisões são apenas para efeito didático, para facilitar a compreensão dos mecanismos de pensamento, mas tudo acontece e funciona ao mesmo tempo. Uma maratona cerebral! Há vários caminhos para melhorar o desempenho do cérebro e cada um deve procurar o seu. Aqui estão algumas sugestões para iniciantes. Utilize essas dicas apenas como ponto de partida. O ideal é que você personalize o seu programa de treinamento. O seu córtex é único e o seu percurso também precisa ser! Mexa-se! (literalmente) – Todos sabem que o cérebro comanda o corpo, mas a verdade é que este é um caminho de duas mãos: o corpo também comanda o cérebro. Uma pessoa que aprende um esporte novo, uma nova modalidade de ginástica ou um novo estilo de natação, deixa o seu cérebro mais “inteligente”. O esporte não treina só o corpo, mas também o cérebro. Afinal, quando você salta para o saque no voleibol, quem é que está no comando destas ações? Quem é que está fazendo os tendões esticarem e abastecendo o corpo com mais oxigênio? O cérebro, que comanda o corpo. Ler, ler perdidamente – Nada é mais energizante para o cérebro do que a leitura, que aumenta a capacidade de armazenar informações, a compreensão e a associação e aprimora a memória. Mas fique atento à qualidade e à diversidade. Na qualidade, o ideal é pedir indicações de pessoas que você admire e que te conheçam (a indicação é mais eficiente). Porém, se você já é um leitor assíduo, preste atenção à diversidade. Se só lê livros da sua área ou de um gênero específico que aprecia, os resultados não serão tão grandes. O cérebro precisa de novidade! Procure ler sobre assuntos que você jamais pensou que existissem ou que estejam muito distantes da sua realidade. Mas atenção: procure aproveitar todo o potencial da leitura. Como? Fale sobre o que você está lendo para outras pessoas, indique o autor, resuma o conteúdo e, principalmente, reflita de vez em quando sobre o que está lendo. Feche o livro, feche os olhos, imagine, reflita e só depois volte ao livro. Cuide da armazenagem – A memória deve ser cultivada e cuidada como algo importantíssimo. Um ex.: no final do dia você pode rememorar tudo o que fez. Exatamente tudo, inclusive o que você comeu de sobremesa, o tipo de pessoa que estava no restaurante, etc. Outro exercício: quando ler um artigo, procure comentar com alguém o conteúdo e depois releia e veja a quantidade de informações que você “esqueceu”. Faça algo que você nunca fez. Volte a estudar matemática (álgebra é fantástico para o raciocínio), aprenda a tocar um instrumento musical, selecione um assunto interessante e estude-o com interesse. Jogue xadrez, faça sudoku e palavras cruzadas, escreva com a outra mão, comece a desenhar, vá a um lugar aonde você nunca imaginou estar... Abra sua mente para novas experiências e novas formas de pensar. Você vive neste mundo. Explore-o! Alto desempenho até o fim! A nossa memória episódica, que nos permite lembrar onde deixamos as chaves, por exemplo, vai piorando. As pessoas mais velhas têm tendência para demorar mais tempo a tomar decisões e a tirar conclusões. Uma criança de dez anos vence sempre o avô num jogo de vídeo, simplesmente porque pensa mais rápido em situações novas. Por outro lado, alguns tipos de funções mentais até melhoram com a idade. É o caso do conhecimento geral que temos do mundo, que vai aumentando com os anos. É comum as pessoas mais velhas recordarem nomes de países, de pessoas famosas e de importantes acontecimentos históricos, enquanto os jovens podem ter dificuldades para lembrar dessas coisas. Quanto mais você exercitar o seu cérebro, maiores serão as possibilidades de mantê-lo intacto por mais tempo. As pessoas que várias vezes por semana se envolvem em atividades de lazer intelectualmente estimulantes agem melhor do que as que se limitam a ficar sentadas no sofá, vendo televisão. Com o passar dos anos, a qualidade do seu cérebro vai refletir as ações que você toma e o tipo de vida que você leva. Você sabia que... O cérebro tem uma estrutura muito complexa? – Pesa cerca de 1,4 kg, comporta mais de 12 trilhões de neurônios e está dividido em três partes fundamentais: o hipotálamo, o sistema límbico e o córtex. A rotina é inimiga do cérebro? – Por isso, o neurobiólogo Lawrence Katz, investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes, criou a designação “neuróbica”. Trata-se de um conjunto de exercícios que busca o rejuvenescimento celular de certas áreas do cérebro, por meio de uma espécie de ginástica mental. Um exemplo simples da neuróbica: você sempre escova os dentes usando a mão direita? Passe a escová-los com a esquerda. A idéia é desabituar o cérebro de certas rotinas. Direito ou esquerdo? Agora analise cada uma das qualidades dos dois hemisférios. Constate quais refletem o que você é e não o que você gostaria de ser. Este levantamento indicará que hemisfério você precisa desenvolver mais: Qualidades do hemisfério direito Impulsivo - Você toma atitudes impensadas com freqüência. Sonhador - Você costuma sonhar muito com um mundo diferente. Visionário - Você fica imaginando como será o futuro. Criativo - Você trabalharia em uma agência de propaganda. Idealista - Você se preocupa com o bem-estar da Humanidade. Excêntrico - Você gosta de ser ou parecer diferente da média. Emotivo - Você se emociona facilmente vendo um drama no cinema. Musical - A música sempre transporta você para outros lugares, outros momentos. Artístico - Quadros e esculturas são muito importantes para você. Romântico - Você cria momentos especiais para a pessoa que está ao seu lado. Qualidades do hemisfério esquerdo Ponderado - Você pensa muito antes de tomar uma decisão. Detalhista - Você precisa de detalhes para entender bem um assunto. Organizado - Sua mesa e seu ambiente de trabalho estão sempre arrumados, organizados. Pontual - Você gosta de respeitar e ver respeitados os seus horários. Controlado - Você mantém a calma em situações difíceis. Planejador - Você costuma planejar seu dia, sua semana, suas atividades. Persistente - Você leva tudo até o fim ou tende a desistir. Matemático - Você tem facilidade com números, índices e gráficos. Previsível - Você não muda muito de opinião nem de humor. Falante - Você sente grande necessidade de falar. (Fonte: Revista "Vencer".) (E pior: acho difícil melhorar... É aquele velho bloqueio: "Eu sou da área de Humanas. Não me venha com cálculos!" Identifico-me com nove(!!!) das dez qualidades do lado direito. Já do esquerdo...não chego a zerar... (Sem contar a última, claro...pois com esta toda mulher se identifica, né? rsrs Seja qual for sua área de atuação.) Solidariedade Muda O coração tinha porta, tinha campainha, mas costumava ficar sem tranca. A entrada era fácil, porém não era franca. A campainha tinha que ser acionada, a porta então se abria com facilidade e os convidados podiam visitá-lo com algumas regalias. Ganhariam passe livre? O tempo diria. O preço para a permanência não era alto, era apenas justo. Ontem comprou um “papaiz” com quatro voltas. Trancou bem para ter certeza que poderia ficar pelado, descabelado, melancólico, maluco se quisesse. Naquele momento, quem gostava dele realmente, saberia que ele queria apenas o silêncio do amor, a mudez da solidariedade, o afago da verdade, mas nunca a invasão de “ois” com terceiras intenções, segunda é pouca, do “oba-oba” que não prova caráter, mas faz muito bem ao ego do invasor que passa a se achar um amor de pessoa, mais ainda, companheiro fiel de uma vida inteira, exatamente como aquela paquera adolescente que ficou perto de vinte minutos no peito. A partir de agora a cópia da chave seria dada apenas para quem soubesse que amizade não é como celebridade instantânea. É uma construção longa, pedras sobre pedras de atos e atitudes coerentes. Que venham novos e permaneçam os velhos amigos, mas aqueles de braços abertos, pois mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração. Ouviu a minha? ( Texto escrito por Rosa Pena: www.rosapena.com ) Apócrifo, porém bonito. Já perceberam que hoje usamos muito a palavra “amizade” para qualquer tipo de contato ou “relação social”? Mas será que isto que desenvolvemos é realmente a-m-i-z-a-d-e? Eu aprendi que, grosso modo, é possível identificar três tipos: §Amizade Passatempo – Apenas um divertimento. A galera se reúne e um diverte o outro. E assim o tempo juntos passa “descontraidamente”...mas não há vínculos fora disso. §Amizade Útil – Acontece apenas quando um é “útil” para o outro: empresta uns CDs e DVDs ou dá carona quando o outro está “desmotorizado”...ou alguém a quem você pode pedir para cuidar do seu cachorro enquanto viaja nas férias...mas fica só nisso. E a Amizade Mútua – Aquela baseada na virtude, na admiração mútua. É amizade por consideração...alguém com quem você já viveu e experimentou coisas. Alguém que sabe dos seus defeitos e você, dos dele, porém é um relacionamento que se firma nas qualidades mútuas, no caráter de cada um. Alguém para rir junto, mas para chorar junto também...mesmo que não se falem ou se encontrem com muita freqüência. Essa é a amizade verdadeira, que é sim um relacionamento social e, portanto, CONTÉM os dois outros tipos de amizade que citei acima, mas que, além disso, envolve pactos, compromissos e aliança. E é rara, raríssima de se encontrar numa geração egoísta – que desenvolve muitas “relações”...superficiais e pueris. Por isso, quem possui amizade(s) verdadeira(s) e duradoura(s) cultiva e cuida. Eu poderia falar muito mais sobre amizade e então este Post nunca teria fim...rs (afinal, o quanto se pode falar sobre esse vínculo de que tanto necessitamos!?) E existem inúmeros textos sobre esse assunto...um mais lindo do que o outro. Mas resolvi postar este porque, assim como aquele que postei no Ano Novo, tem o mesmo problema em torno da sua autoria, pois também é atribuído a um autor, mas na verdade, não é dele. Mesmo assim gostei do texto e resolvi publicá-lo apontando este equívoco – que pesquisando, descobri: Divulgam-no como sendo de Vinicius de Moraes mas, assim como aquele falso-drummond, é de Autoria Desconhecida. Procura-se um amigo Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. Interessante, né? Mesmo não sendo do Vinicius! E então concordo com a minha mais nova “amiga blogueira” que comentou no Post do Ano Novo: [Já vi que a postagem de “Textos Apócrifos, porém bonitos” vai se tornar uma série aqui no meu Blog...rs] Beijos e abraços a todos os meus amigos! (De antes, de agora e os que ainda farei). "Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música." (Aldous Huxley) VERSÃO ORIGINAL When the night has come And the land is dark And the moon is the only light we'll see No, I won't be afraid, No I won't be afraid Just as long as you stand, stand by me So darling, darling Stand by me, oh, stand by me Oh, stand, stand by me, Stand by me If the sky that we look upon Should tumble and fall Or the mountains should crumble to the sea I won't cry, I won't cry No, I won't shed a tear Just as long as you stand, stand by me So darling, darling Stand by me, oh, stand by me Oh, stand, stand by me, Stand by me Whenever you're in trouble, won't you stand by me? Oh, stand by me Oh, won't you stand now? Stand by me VERSÃO UNIVERSAL "Não há nação sem música. A música é como o pão. Elementar, santa e de todos." (Tristão da Cunha) Há pessoas que gostam de coisas difíceis...quase beirando o impossível. O que é fácil ou muito acessível não lhes interessa muito. Gostam de desafios e muito mais de vencê-los, claro. E isso não necessariamente com coisas grandiosas ou de grande relevância (que é o que realmente importa), mas até mesmo com pequenas coisas e acontecimentos do dia-a-dia. (Por exemplo: quando estudei Latim, gostava muito, pois essa matéria era o "bicho-de-sete-cabeças" do curso. Ninguém gostava, todo mundo morria de medo das provas. Por outro lado, eu me empenhava cada vez mais para estudar as tais desinências e conjugações, pois gostava daquela "dificuldade" e da idéia de conseguir "dominá-la".) No que concerne aos relacionamentos amorosos, a Psicologia diz que este traço de personalidade (gostar do que é mais difícil) denota, na verdade, o medo de viver verdadeiramente uma relação, de se "deixar conhecer" ou de se "desnudar" para o outro, pois quanto mais difícil, mais longe a possibilidade do comprometimento real... É. Olhando por este prisma, pode até ser mesmo...(e então imagino que talvez venha daí a minha "predileção" (mais por recorrência do que por opção) por amores (quase) impossíveis (hahaha)...será? Enfim...(deixando de lado os devaneios sobre os "meus amores" Foi pensando neste traço da minha personalidade que resolvi iniciar os posts de 2009 com este texto, que faz um contraponto entre o que consideramos "FÁCIL e DIFÍCIL" em algumas situações da nossa vida. Mas, sem desmerecer a beleza do texto (senão não o teria trazido para cá), aproveito para explorar o potencial informativo que este blog pode ter, engrossando o coro dos que se empenham para que os textos que circulam na internet tenham suas autorias publicadas corretamente. Então, por favor, anotem e divulguem: este texto, intitulado "Reverência ao Destino", NÃO é de Carlos Drummond de Andrade. A autoria é desconhecida, embora seja largamente divulgado (até em sites considerados sérios) como sendo dele: "Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. (E é assim que perdemos pessoas especiais). Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração. Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez...isso é difícil. Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas... Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa. Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor a quem te ama. Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando suas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exata de sua própria vida, ao invés de ter noção da vida dos outros. Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta. Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria... Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente. Por inteiro. Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na agenda telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho." E... Por falar em Drummond, diferente do que fiz nos dois últimos anos, não iniciei o Ano Novo aqui no meu blog com um texto dele...maaas já que o seu nome veio à tona "Como a vida é outra. Sempre outra, outra. Não a que é vivida."
O segredo está em tentar fazer o que é "difícil". FELIZ 2009! Em todo relacionamento há comunicação. E comunicação é um ato bilateral: fala-se e ouve-se. Há conversa e assim um conhece o outro. No entanto, dependendo da idéia que se tem da outra pessoa, o nosso relacionamento pode ser saudável e positivo ou doentio e negativo. No nosso relacionamento com Deus, o que acontece, muitas vezes, é que formulamos (ou nos é passada) uma idéia distorcida a respeito de quem Ele é. E, com base nessas idéias totalmente equivocadas, transferimos para Deus figuras diversas, prejudicando assim nosso relacionamento e comunicação com Ele: O Policial Celestial Onipresente - Deus é um policial à procura dos erros de seus seguidores. A relação é baseada no medo. Ele está sempre lá para acusar, denunciar, expor. A "obediência" e o "dever" são cumpridos tendo em vista a perspectiva da punição e do castigo, e nunca pelo prazer de agradá-lo. O Respeitável Velhinho - Deus é um bondoso velhinho com barba comprida, que não faz mal a ninguém. Ele inspira em nós um sentimento de dó, piedade e compaixão. É um ser que vez por outra precisa ser agradado...temos que passar a mão na barriga dele e fazer um carinho: afinal é "um velhinho tão bonzinho...coitadinho dele! Não devemos magoá-lo!" A Perfeição Absoluta e Inatingível - A pessoa acredita que para manter um relacionamento com um Deus que é perfeito, ela também tem de ser perfeita. Então, impõe-se um perfeccionismo impossível de ser alcançado, levando a si mesma ao esgotamento espiritual e, conseqüentemente, ao desencantamento com a fé, por não ter conseguido atingir tão excelente alvo. O Diretor-presidente - Infelizmente muitas pessoas acreditam que Deus está tão distante que acham que Ele não vai se importar com os problemas de cada pessoa. É como aquele diretor de uma multinacional cujo nome e poder todos conhecem, mas que, justamente por causa disso, fica bem distante dos seus funcionários e está sempre ocupado com negócios mais importantes e grandiosos. A Energia-invisível - Acredita-se que ele está aí, mas ninguém se achega a ele pois é apenas uma "energia despersonificada" que vive no nosso meio, permeando o ambiente, a natureza, o ar, etc. A Imagem Projetada - Esta ocorre de duas maneiras: 1ª) A pessoa tem a tendência a projetar um deus com características morais iguais às suas, mas só que ampliadas e, claro, com menos pontos falhos. É um deus conveniente. Por ex.: um deus avesso a cigarro (pois ela não gosta ou porque é regra do grupo), mas é um deus que não se incomoda diante da sua falta de ética nos negócios ou do seu tratamento grosseiro ou intolerante com o próximo (afinal, "isso não tem nada a ver"). Na realidade, esse deus é "um culto à auto-imagem da pessoa." 2ª) A pessoa tem a tendência a projetar para Deus (que é Pai), a imagem do seu pai terreno (ou aquele que a criou aqui na terra). Se o pai terreno dela é ou foi um dominador, opressor (ou um pai ausente ou indiferente), logo esta é a imagem que ela fará do Pai Celestial, numa projeção diretamente proporcional. O Estraga-prazer - Este é bastante comum. É aquele que está sempre pronto para estragar os "momentos bons" da vida. É um deus que diz: "Acabou a brincadeira! Pois não há divertimento comigo. Chega dessa festa toda. Vocês estão muito "felizinhos" para o meu gosto!" Ou seja, é um deus cinzento, pálido e de cara fechada, carrancudo. Nada de risadas, só repreensão, censura e advertência. "Sempre que puder, eu estrago a vida de vocês!" É um deus de chicote nas mãos. O deus da Barganha - Também muito comum hoje em dia. A relação é de negociação comercial, econômica. Eu faço isso e isso e o senhor me dá aquilo que quero. E ai de Deus se não der! Não se fala em amor incondicional ou de Pai para filho. Adora-se pelo que ele pode dar e não pelo que ele é. O deus de Segunda-mão - A pessoa constrói seu conhecimento de Deus apenas por meio da experiência de outras pessoas (quer orais ou de leituras), e não por uma experiência própria, pessoal. Sabe de "ouvir falar". A situação é: "É. Eu conheço. Eu tenho um amigo que é amigo dele". O problema é que se esse amigo tiver um relacionamento prejudicado com Deus por causa de uma dessas idéias deturpadas, essa pessoa que "conhece" Deus assim (de "segunda-mão"), terá uma idéia duplamente distorcida. Daí, o imperativo da experiência pessoal. (Adaptado de A nova Vida em Cristo, Vol.3) Mas, se nós somos limitados e construimos imagens distorcidas a respeito de quem Deus realmente é, então como saber qual é a idéia verdadeira, sem deformações? A resposta está na Bíblia - Sua Palavra revelada aos homens: "Cristo, que é a imagem de Deus." (2 Coríntios 4:4). "Ele é a imagem do Deus invisível." (Colossenses 1:15) "Quem me vê, vê aquele que me enviou." (João 12:45) "Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, a igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Pois foi do agrado do pai que toda a plenitude nele habitasse." (Colossenses 1:17 e 18) "Não me conheceis, nem a meu Pai. Se vós me conhecêsseis, também conheceríeis a meu Pai." (João 8:19) "Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como tu dizes: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o Pai que está em mim quem faz as obras." (João 14:8 a 10) "Havendo Deus outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo. O Filho é o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder." (Hebreus 1:1 a 3) "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida." (Apocalipse 21:6) Ou seja, Deus - este Ser de quem todos falam (ou ouvem falar) - já esteve aqui, neste mundo, na figura de homem: JESUS. Ele é o MÁXIMO DA REVELAÇÃO DE DEUS que nós, seres humanos, podemos ter ou discernir. Fora de JESUS, todas as outras idéias sobre o Deus da Bíblia estão erradas. Quer saber QUEM é Deus ou MAIS a respeito de Deus? Conheça e aprenda mais de JESUS! E o Natal é este anúncio: Deus, que é TRINO e INCRIADO, veio até nós, e se revelou em criatura, na pessoa de Seu Filho Jesus: 100%Deus/100%homem. Este é o maior de todos os mistérios: Deus, há pouco mais de dois mil anos, se fez carne e viveu entre nós. Ele, que é eterno, revelou-se a nós no corpo mortal de um Humano, para que pudéssemos nos relacionar com Ele em plenitude (na nossa linguagem e com o nosso entendimento) - o que seria absolutamente impossível se Ele viesse em forma de qualquer outro ser (um anjo, um animal ou um ser qualquer que não fosse humano) - pois humano se relaciona e se comunica plenamente com...humano. Nada mais lógico! Mas o dia "25 de dezembro" é uma convenção da Igreja. Convencionou-se comemorar o Nascimento de Cristo neste dia, já que o dia exato não está demarcado na Bíblia. A Bíblia descreve o nascimento de Cristo e as circunstâncias em que ele ocorreu. Ou seja: sabemos que houve um dia (com manhã, tarde e noite) na História da humanidade em que Ele nasceu. Isso sim nos é sabido de fato. Mas que bom que teologicamente convencionou-se um dia específico para isso, pois assim pessoas do mundo inteiro têm a oportunidade de celebrar juntas (na mesma época), esta boa nova: "O anjo lhes disse: Não temais. Eu vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo. Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. No mesmo instante apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem." (Lucas 2:10, 11 e 14). Então, para nós, Natal é dia de comemorar essa data de nascimento, esse Aniversário. E, obviamente, as festas de aniversário têm a "cara" do aniversariante, não é mesmo? Por exemplo: como são as suas festas de aniversário? Acredito que sejam de acordo com o seu modo de ser, seus gostos e preferências. Eu, por exemplo, nunca comemoraria meu aniversário de uma maneira que eu não goste ou num lugar com o qual eu não me identifique. Tenho certeza também de que, se nossos amigos ou parentes organizarem uma "festa de aniversário surpresa" para nós, escolherão fazê-la de um jeito que melhor nos agrade (o lugar, os convidados, as músicas), farão de tudo para que a festa tenha a ver conosco...para que gostemos dela. Logo, este é o motivo pelo qual mal dezembro se inicia, e já começamos a receber mensagens falando de Paz, harmonia, confraternização, esperança, reconciliação, mansidão, alegria, comunhão, vida, celebração, altruísmo, doação, caridade, desprendimento, perdão, saúde, prosperidade, verdade, humildade, gratidão, tolerância, respeito, união, felicidade e principalmente de AMOR, sem o qual, nenhuma destas outras coisas valeria. De onde vem tudo isso, senão do fato de que são essas coisas que fazem a FESTA do NATAL ter a "cara" do Aniversariante?! Quem nos dera a humanidade vivesse o ano inteiro neste "clima de amorosidade" inspirado pelo Nascimento de Cristo, pois assim seríamos cada vez mais parecidos com Ele: com corações sensíveis, cheios de palavras doces e de perdão, e prontos para servir um ao outro, com "amor não fingido. Aborrecendo o mal, e apegando-nos ao bem. Amando-nos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-nos em honra uns aos outros" (Romanos 12:9 e 10), e assim, sendo "imitadores de Deus, como filhos amados, e andando em amor, como também Cristo nos amou." (Efésios 5:1). "Eis aí o vosso Deus!" (Isaías 40:9) [Ele se tornou o Filho do homem, para que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus! Jesus nasceu num povoado obscuro, filho de uma camponesa. Não possuía riqueza nem influência, nem estudo, nem diploma. Entretanto, ainda bebê, chegou a assustar um rei. Na infância, aos doze anos de idade, deixou os doutores da lei admirados com a sua inteligência. Já adulto, andou sobre as ondas e silenciou o mar. Curou multidões sem nenhum medicamento e não cobrou nada por seus serviços. Nunca escreveu um livro. Entretanto, nem todas as bibliotecas do mundo poderiam conter todos os volumes que se poderia escrever sobre a vida dele. Nunca compôs um cântico. No entanto, nem todos os compositores do mundo somados poderiam fornecer mais temas para músicas do que sua Pessoa tem fornecido. Ele nunca fundou uma escola. Contudo nem todas as faculdades do mundo somadas teriam mais discípulos que Ele. "Admiravam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade." (Lucas 4:32) "O meu ensino não é meu. Ele vem daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus, ou se falo de mim mesmo." (João 7: 16) Ele não tinha posses. Dormiu numa manjedoura que não lhe pertencia. Atravessou o lago num barco emprestado e montou um jumento que era propriedade de outra pessoa. Foi sepultado num túmulo que também era de outro homem. Logo cedo, a onda da opinião pública se voltou contra Ele. Seus amigos se afastaram dele. Um deles o negou; outro o traiu, entregando-o aos seus inimigos. Ele foi submetido a um julgamento falso. Foi pregado a uma cruz, entre dois ladrões. "A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más. Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas." (João 3:19 e 20) "Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; mas se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis." (João 5:43) "Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra a não ser na sua terra e na sua casa." (Mateus 13:57)
Apesar de tudo, nem todos os exércitos deste mundo, nem todas as armadas já formadas, nem todos os parlamentos que já houve, nem todos os reis que já governaram, nem todos eles somados influíram na vida humana de forma tão decisiva e transformadora como esse único Homem! "O Senhor está vestido de majestade, e envolto em força." "O teu trono está firme desde a antigüidade; tu existes desde a eternidade." (Salmos: 93:1 e 2)
Muitos grandes homens já surgiram no cenário mundial e desapareceram. Ele, porém, continua vivendo! A morte não pôde acabar com Ele! O túmulo não conseguiu retê-Lo!] (Adaptado de Mananciais no Deserto, Vol. 2) "Eu sou o que vivo; fui morto, mas estou vivo para todo o sempre!" (Apocalipse 1:18) "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6)
FELIZ NATAL A TODOS! CELEBREM O NATAL COM GRANDE ALEGRIA! Pois o Aniversariante SE AGRADA de nós e da Festa que fazemos para Ele. ELE MUITO NOS QUER BEM!
Ilustres visitantes deste meu espaço, há tempos penso em postar este texto...escrito com tanto primor. Imagino que já conheçam pois é bastante citado e está na maioria dos Blogs por aí. Mas, apesar de não gostar muito de “unanimidades” Com ele, Marina Colasanti mostrou que de fato é uma profunda observadora do comportamento humano e da "arte de viver". É um alerta, um chamado a refletirmos sobre como temos passado nossos dias ou como eles têm passado por nós: os meses voam e quando nos damos conta, mais um ano novo se aproxima...e vamos “levando a vida”...sem, no entanto, percebê-la. Pensamos: “não posso perder tempo com isso”. Vivemos "na correria”, e assim vamos fazendo concessões, invertendo as prioridades e, como diz a canção, acabamos “vendendo fácil o que não tem preço”. Nossa frase preferida é: “não tenho tempo pra nada!” [E muito menos para ler e-mails ou posts longos... Por isso, desta vez a minha intenção era trazer algo com “menos palavras”, já que o texto do post anterior é bem extenso...mas, ansiosa, insisto: Vençam o “desânimo inicial” e mesmo que já conheçam, não percam a oportunidade de ler este texto novamente. Mas, desta vez, com o diafragma livre: respirando...respeitando as pausas que as vírgulas impõem...imaginando-se no contexto. Assimile cada frase...com calma. Ou seja: absorva o que você lê. (Sei que no início será difícil resistir ao ímpeto de ler apressadamente, mas ao menos tente! Estamos em pleno mês 10 (já?!
Eu sei, mas não devia. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A abrir as revistas e a ver anúncios. A gente se acostuma à poluição. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e que, gasta
Você tem percebido a vida?
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- Postado por: Vivi Villas Bôas às 16h36
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Mesmo assim acho que servem para nos dar, grosso modo, uma ideia geral sobre o assunto.
Vale lembrar que não há tipos psicológicos “puros”...sempre há interferências de outros tipos, ainda mais levando em consideração as implicações circunstanciais. E nem o tipo “certo” e o “errado”.
AS FUNÇÕES PSÍQUICAS

- Postado por: Vivi Villas Bôas às 23h48
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*FRASES GENIAIS*

, fica óbvio que não tenho como base para minha interpretação nem o pensamento budista, nem o schopenhaueriano.




- Postado por: Vivi Villas Bôas às 20h40
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Meu pai gosta de
rsrs)
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 22h09
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"NAVARANDOLHAR"
árvore...ou melhor, no pé.
"O que? Espera um pouco...como assim, Viviane? Isto mais parece coisa de livro de histórias do Monteiro Lobato!"
e-books!).
Então eu ouço e começo a imaginar esse lugarzinho...com um céu escuro pontilhado de pequenas estrelinhas.
Tranquilidade, sossego...e paz.
E, por falar nas coisas lindas das cidades do interior, estava lendo alguns textos do Rubem Alves quando achei esta pérola:
Coisa de mineiro mesmo...rsrs.
taí uma canção boa para "navarandolhar"! rsrs
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 23h44
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*FRASES GENIAIS*

rsrs, come um monte de chocolate e se descabela toda), mas quando menos se espera lá está ela de volta, renovada e pronta para seguir em frente (e, na maioria das vezes, ainda solteira. Ou seja, recupera-se sozinha (ou sem um outro homem).
muito mais abrangente (ou seja, não só me referindo a relacionamentos amorosos), foi exatamente neste momento que lembrei daquela que seria a primeira "frase genial" nessa série de posts (que por sinal foi escrita por uma mulher): 
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 22h28
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ConFABULAndo
O Corvo, pousado numa árvore, segurava no bico um pedaço de queijo. E a Raposa, atraída pelo cheiro que de lá vinha, respondeu rapidamente à força daquele estímulo e começou a jogar uma conversa cheia de artimanhas para cima do Corvo.
No entanto...
Eu sou melhor do que os outros da minha espécie!
Moral da história: Pior do que as raposas do lado de fora é o Pavão que existe dentro do corvo. 
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 17h00
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"NENHUM QUE NÃO SOFREU"
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 09h46
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DIREITO ou ESQUERDO?



Depois que li esta reportagem, me dei conta do quanto eu praticamente só tenho usado o lado direito! 
rsrs) 
mas diria que possuo...umas três, no mááximo. 
- Postado por: Vivi Villas Bôas às 00h43
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Bastava demonstrar que gostavam realmente dele e respeitariam os momentos exclusivos que qualquer coração que se preze gosta de ter. Corações adoram privacidade e principalmente verdades.
Percebeu, no entanto, a grande confusão que se faz com esta história de peito aberto. Ter peito escancarado é ter que compartilhar de sentimentos individuais e intransferíveis? Aos pouquinhos resolveu colocar uma chave básica. A porta andava sendo aberta com muita freqüência, sem sequer tocarem a campainha e era pego nu! Coração pelado é privilégio só de quem nem precisa mais bater na porta, já mora nele!
A princípio colocou um ferrolho bem vagabundinho. Acreditava que assim os invasores se tocassem que tinham que acionar a campainha. Adiantou muito pouco. Percebeu a insistência, aliás, a incoerência de acharem que alguns “olás” dados de repente, autorizavam a entrada livre.
Vontade de chorar sozinho e baixinho de saudades de seu tempo de coraçãozinho estudante. Amigo é coisa pra se guardar, assim falava a canção. Mas certas dores e decepções não foram feitas para terem acompanhantes.
São exclusividades do dono, senão o coração fica chato de tanto reclamar ou vulgar como aqueles dos "obas e olás" que duram tanto quanto aquela paquera durou.
Salve, porém, a eterna esperança que traz novamente uma suave música ao nosso peito!
- Postado por: Vivi Villas às 21h43
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- Postado por: Vivi Villas às 17h10
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STAND BY ME - Ben E. King (1961)
- Postado por: Vivi Villas às 22h38
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FÁCIL X DIFÍCIL

rs)
, deixo neste primeiro post de 2009 uma foto minha "com" o poeta...só para não perder o costume.

- Postado por: Vivi Villas às 19h04
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IDÉIA
Por isso Ele veio na forma humana - nascido de mulher - para que fosse plenamente revelável para nós e plenamente identificável conosco.
SIM! Todo esse "clima de bondade" vem Dele! São essas as coisas, atitudes e sentimentos que Ele quer que existam na FESTA DELE, no seu NATAL. Isto é que O agrada, e que faz com que Ele goste da Festa. Pois Jesus É todas essas coisas e tudo isso nos ensinou para que vivamos como Ele viveu: uma vida de AMOR a Deus e ao próximo.


- Postado por: Vivi Villas às 20h13
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, esta é uma daquelas agradáveis exceções.
rsrs]
)
) e esta é a minha sugestão para este momento: vale a pena parar e passar alguns minutos refletindo sobre quais as situações a que temos “nos acostumado” neste mais um ano que logo logo termina.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista senão as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e...que haja número para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
À contaminação da água do mar.
À lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
- Postado por: Vivi Villas às 21h30
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