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Espaço para textos, músicas e imagens que falam *por* mim. Pessoas, momentos e coisas que me fazem (ou fizeram) rir, chorar, refletir.
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Filho de Deus; Autor e Consumador da fé; Redentor; Pão da Vida; Supremo Pastor; Pedra de Esquina; Maravilhoso Conselheiro; Sol Nascente; Libertador; Alfa e Ômega; Unigênito de Deus; Bom Pastor; Guia; Sumo Sacerdote; Santo Servo; Verbo; Imagem de Deus; O Justo; Rei dos Reis; Cordeiro de Deus; O Caminho, a Verdade e a Vida; Videira Verdadeira; Luz do Mundo; O Princípio e o Fim; Rei da Glória; Pai da Eternidade; Senhor dos Senhores; Mediador entre Deus e os homens; Mensageiro da Aliança; Messias; Deus Forte; Estrela da Manhã; A Ressurreição e a Vida; Rocha Eterna; Raiz de Davi; Príncipe da Paz; Cristo; Leão de Judá; Salvador...("Aslan!")
rs
Nenhum destes nomes atribuídos a Jesus faria tanta diferença no nosso dia a dia se dentre eles não houvesse um em especial:
Emanuel – que significa “Deus Conosco”.
“...e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel.” (Mateus 1.23)
O Deus de perto, não de longe. Aquele que veio para nós.
Como é bom celebrar o Deus Conosco!
(Não só nesta época do ano, mas para sempre.)
Meus lábios não se fecharão, pra sempre hei te de louvar!
O Meu Louvor
(Composição: Asaph Borba / Interpretação: João Alexandre)
O meu louvor é fruto
Do meu amor por ti, Jesus
De lábios que confessam o teu nome
É fruto da tua graça,
e da paz que encontro em ti,
E do Teu Espírito que habita em mim,
que habita em mimAinda que as trevas venham me cercar,
ainda que os montes desabem sobre mim
meus lábios não se fecharão,
pra sempre hei de te louvarAinda que os homens se levantem contra mim,
ainda que cadeias venham me prender,
meus lábios não se fecharão,
pra sempre hei de te louvar!
CONVITE ABERTO
“Sir James Jeans, o famoso astrônomo britânico, disse certa vez: "O universo parece ter sido desenhado por um Matemático Puro".
Joseph Campbell escreveu também sobre "a intuição de uma ordem cósmica, matematicamente definível".
Contemplando a ordem da Terra, do sistema solar e do universo estelar, cientistas e estudiosos concluíram que o Grande Projetista não deixou nada para o acaso.
A inclinação da Terra, por exemplo, de 23 graus, produz as nossas estações. Os cientistas dizem-nos que, se a Terra não tivesse a exata inclinação que tem, os vapores dos oceanos mover-se-iam para norte e sul, cobrindo os continentes de gelo.
Se a Lua estivesse a 80 mil quilômetros da Terra, em vez de 320 mil, as marés seriam tão enormes que todos os continentes seriam submergidos pela água — até mesmo as montanhas seriam afetadas pela erosão. Se a crosta terrestre fosse apenas três metros mais grossa, não haveria oxigênio, e sem ele toda a vida animal morreria.
Se os oceanos fossem uns poucos metros mais profundos, o dióxido de carbono e o oxigênio teriam sido absorvidos e nenhuma vida vegetal poderia existir.
O peso da Terra foi estimado em seis sextilhões de toneladas (isso é um 6 seguido de 21 zeros). Ela tem, ainda assim, um equilíbrio perfeito e gira com facilidade no seu eixo. Ela revolve diariamente à razão de mais de 1.600 quilômetros por hora ou quarenta mil quilômetros por dia. Num ano isso dá mais de catorze milhões de quilômetros.
Considerando o extraordinário peso de seis sextilhões de toneladas girando a essa fantástica velocidade ao redor do seu eixo invisível, as palavras de Jó 26:7 assumem significado sem paralelo: "Ele ...faz pairar a terra sobre o nada".
A Terra revolve em sua própria órbita ao redor do Sol, percorrendo a cada ano o longo circuito elíptico de 965 milhões de quilômetros — o que significa que viajamos nessa órbita à velocidade de trinta quilômetros por segundo, ou 1.800 quilômetros por hora.
Considere o Sol. Cada metro quadrado da superfície do Sol emite constantemente um nível de energia de 130 mil cavalos-força (isto é, aproximadamente 450 motores de oito cilindros) em chamas que estão sendo produzidas por uma fonte de energia muito mais potente que carvão.
Os nove grandes planetas no nosso sistema solar distam do Sol entre 57 milhões e cerca de cinco trilhões e oitocentos bilhões de quilômetros; cada um deles gira ao redor do Sol com absoluta precisão, com órbitas que variam entre 88 dias para Mercúrio e 248 anos para Plutão. Ainda assim o Sol é apenas uma estrela menor nos 100 bilhões de astros que compõem a nossa galáxia, a Via Láctea.
Se você fosse capaz de enxergar bem o suficiente, uma moeda de dez centavos estendida à distância de um braço ocultaria quinze milhões de estrelas.
Quando tentamos apreender mentalmente as quase incontáveis estrelas e outros corpos celestes encontrados na nossa Via Láctea, apenas, somos levados a ecoar o hino de louvor de Isaías ao Todo-Poderoso Criador:
"Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força, e forte em poder, nem uma só vem a faltar" (40:26).
Não é de admirar que Davi clame: "Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?" (Sl 8:1-4).
A criação revela tanto poder que desconcerta nossa mente e deixa-nos sem palavras. Somos enamorados e encantados pelo poder de Deus. Gaguejamos e hesitamos diante da santidade de Deus. Trememos diante da majestade de Deus...e apesar disso mostramo-nos melindrosos e ressabiados diante do amor de Deus..."
(Brennan Manning em "O Evangelho Maltrapilho")
Isso porque não aceitamos que um Deus tão grande, tão
poderoso, possa se importar conosco e, muito mais que isso,
se relacionar conosco. (!!!)
Quando muito, cedemos [pela lógica] à ideia de uma Mente
Inteligente por trás da precisão matemática do Universo.
Então, exaustos, até admitimos um Deus Criador - porém
impassível e distante.
Mas - quanto ao Deus relacional e pessoal - a este resistimos
obstinadamente.
Essa nossa difundida recusa ao "amor extravagante" de Deus
remonta à história da humanidade: não é algo fácil para nossa
natureza egocêntrica aceitar, quanto mais entender.
Diante das incansáveis teorias, inúmeros debates e tantas
tentativas frustradas dos homens de querer definir o
indefinível, vemos o quanto é impossível para o mortal,
através de seu esforço próprio, esquadrinhar o imarcescível
e conhecer o Imortal - o Eterno.
De fato, se Deus não nos revelar a si mesmo, não somos
capazes de conceber tal mistério.
E, uma vez revelado, não conseguimos explicar como se
dá este relacionamento pessoal que Ele insiste em ter
com os humanos. Por isso a Bíblia e os textos teofânicos
em geral são permeados de metáforas: a nossa linguagem não
abrange o seu significado pois não é conceitual,
mas sim experiencial.

Só sei que, sem merecimento algum, experimento Sua
Presença na minha vida de forma extraordinariamente real
embora não visível; ouço Sua doce voz falar-me ao coração
embora não audível.
Isto consigo afirmar: "O Deus vivo e amoroso pode fazer e
de fato faz a sua presença ser sentida; pode falar e de fato
fala conosco no silêncio do nosso coração; pode e de fato nos
acolhe e se revela a nós até que não tenhamos mais qualquer
dúvida de que Ele está próximo, de que Ele está de fato aqui.
Tal experiência é pura graça [favor imerecido] e é para
todos sem distinção."
Às vezes me deixo levar pela ansiedade de querer expressar
em palavras este relacionamento tão maravilhoso e acabo
caindo no erro de tentar molda-Lo ou delimita-Lo com alguma
definição baseada em argumentos teológicos rebuscados.
Mas logo frustro-me reconhecendo a minha limitação humana
em tentar explicar o inexplicável: O Deus da graça se revelou a
nós em Cristo.
"Ele é a imagem do Deus invisível" (Colossenses 1:15).
O Natal significa que Ele destituiu-se da Sua Glória, veio e
habitou entre nós por amor.
E todos os homens e mulheres são alvo deste amor.
"Todos são chamados a aceitarem o presente extravagante da
sua graça."
E esta aceitação significa simplesmente voltar-se para Ele com
sinceridade: abrindo o coração para este "falar silencioso".
Sim, o Deus gracioso encarnado em Jesus Cristo nos ama a
todos, mas também [e isto faz toda a diferença]
individualmente.
O convite para experimentá-Lo é aberto.
Deus mesmo o concede livremente. Não é privilégio de alguns.
Ele de fato o concede para quem O quer.
Não pode ser obtido à força e nem comprado.
É de graça: porém de incomparável valor.

Estive pensando na influência que exercemos na vida uns dos outros...e me dei conta do quanto isto é importante e significativo.
Você inspira as pessoas a que? Quem convive, quem anda com você é incentivado a que?
Todos nós “fazemos história”: a nossa própria e a dos outros também. Isso porque enquanto construímos nossa história de vida, vamos deixando rastro na vida daqueles com quem convivemos.
E não estou falando de pessoas com as quais conseguimos usar "disfarces"...aquelas que só te conhecem de vista e que só sabem de você o que você “aparenta ser”...(ou apenas aquilo que você quer que saibam.)
Falo especificamente de quem nos conhece mais de perto e que sabe como agimos e reagimos. Pessoas para as quais somos até previsíveis devido à intimidade gerada pelo convívio mesmo.
Colegas e ex-colegas de trabalho, amigos mais chegados, pessoas da família, ex-namorados(as)...
Pois a marca que deixamos quase sempre tem mais a ver com o que fazemos (nosso jeito de agir e reagir) do que com a nossa imagem...
Já notou que podemos até não lembrar do corte de cabelo ou do estilo de roupa, mas quando nos é mencionada alguma atitude recorrente no comportamento de alguém (seja ela negativa ou positiva), logo ocorre um estalo na nossa memória e rapidamente associamos o nome à pessoa? Isso porque o que marca mesmo são as impressões internas que deixamos no coração ou na mente de quem se relaciona conosco.
Ou seja: mesmo sem querer ou sem perceber, você é um agente gerador de influência na vida alheia, pois ninguém é uma ilha...não vivemos isolados...fomos criados para nos relacionarmos. E relacionamento, por pior que seja, implica troca.
Sendo assim, já parou pra analisar que tipo de marcas você deixa na vida das pessoas?
Qual é o rastro que sua presença (ou sua passagem) imprime na lembrança de quem está (ou esteve) com você?
Nós temos grande potencial para construir ou destruir na vida do outro: alguém pode conversar comigo e me dar uma injeção de ânimo ou simplesmente me alegrar com um papo amigo. E com o mesmo grau de influência, outro alguém pode me ligar dizendo coisas capazes de arruinar o meu dia.
Por isso, quer gostemos ou não, somos responsáveis sim uns pelos outros.
Quanto maior a intimidade, maior a responsabilidade.
A nossa presença pode trazer à tona tanto o que há de melhor quanto o que há de pior nas pessoas.
(Quando alguém se refere ou lembra de você, que tipo de sentimento lhes vem à mente?)
Há pessoas das quais me lembro com grande satisfação...pois trazem à memória algo bom e positivo.
Já outras...infelizmente deixaram lembranças nada agradáveis.
É claro que ninguém é perfeito...todos erramos com alguém em algum momento de nossa vida, mas o importante é saber qual é a nossa tendência depois:
É a de tentar mudar? Ou a de simplesmente continuar reincidindo no erro?
A diferença está em tentar melhorar sempre...afinal, crescer é imperativo.
Então, pensando nisso tudo (em minha própria experiência e analisando também as reclamações alheias rs), listei algumas atitudes que considero capazes de produzir marcas negativas em outras vidas:
Leviandade – Você é irresponsável nos seus relacionamentos? Fala sem pensar, sem medir...fala por falar? Tudo bem que muitas vezes não conseguimos cumprir tudo o que prometemos, mas a diferença é que o leviano, antes de prometer, já sabe que não irá cumprir, mas mesmo assim fala! Ou seja, pessoas levianas apenas prometem, mas nunca se comprometem de fato (com nada e ninguém).
Falta de confiabilidade – Você é confiável? Alguém te escolhe para contar algo ou você é o primeiro a ser excluído de um assunto sério ou confidencial?
Egoísmo – Você usa as pessoas porque só pensa em si mesmo? Faz de tudo para se “proteger” ou se “safar” de uma situação mesmo que isso signifique machucar o outro (em geral quem está mais próximo a você)? Vale qualquer coisa para “salvar a sua pele” (afinal você “precisa” se dar bem sempre)?
Claro que eu poderia citar várias outras...mas, na minha opinião, pessoas com esses três tipos de atitudes são verdadeiros rolos compressores que esmagam o outro sem dó, deixando marcas profundas e doloridas. São pessoas que não acrescentam, apenas tiram de você, subtraem, extenuam...
É aquele tipo de gente que, quando termina um relacionamento, inspira o(a) “ex” a criar comunidades no Orkut, tais como: “Um dia a máscara cai!” ou “O tempo mostra quem é quem!” e muitas outras semelhantes...rsrs São um verdadeiro incentivo à propagação dessas indiretas mais que diretíssimas!
rs
E, por falar em Orkut...costumo ler aquela parte “pessoal” dos perfis, sabe? Especialmente o item “o que não suporto” onde quase que unanimemente escrevem: “mentira, falsidade e egoísmo” (não necessariamente nesta ordem).
Leio isso e fico respondendo na minha cabeça: “Não suporta? Aaah! Suporta sim! E como!! rs Pois, se você não suporta essas coisas, então sua vida deve ser um inferno aqui neste planeta povoado por humanos! Afinal, isso é bem comum por aqui...rsrs
É óbvio que todo mundo vai dizer que não suporta gente egoísta, mentirosa e falsa! E isso não só nos sites de relacionamentos. Nas revistas, nas entrevistas de famosos e nas conversas do dia a dia também. (Eu mesma acabei de citar o egoísmo.)
Mas, a questão é que...também é ó-b-v-i-o que ninguém considera a si próprio como sendo uma dessas pessoas.
É o tipo de coisa que ninguém admite ou reconhece que é.
Aí, diante dessa "unanimidade", fico imaginando onde será que estão os tais mentirosos, falsos e egoístas...(???)
Afinal, se a grande maioria diz que não su-por-ta, pressupõe-se que ninguém que disse seja assim...então, das duas, uma: ou de fato não praticam essas coisas, ou não reconhecem que pelos menos podem praticá-las eventualmente...
Maaas, se "ninguém" as pratica, onde estão esses seres malvados? rs
Desconfio então que deve existir um Orkut clandestino ou uma dimensão paralela só para essas pobres pessoas mentirosas, egoístas e falsas que são tão citadas e rejeitadas nas conversas oficiais...hahaha
[Desculpe se você colocou algo semelhante a essas coisas no seu perfil...afinal, cada um coloca o que quiser...] Mas a realidade é que todos temos um pouco disso e de outras coisas nada boas dentro de nós...e suportamos sim uns aos outros o tempo todo! Em casa, no trabalho, na igreja, na escola... O problema é que, para alguns, tais comportamentos não são eventuais...pelo contrário, constituem seu estilo de vida, seu caráter, seu modo de viver...e, o que é pior, em geral essas pessoas não veem necessidade alguma de mudança. Por isso é que neste item coloquei coisas muito mais concretas e objetivas do tipo “não suporto sapos” (dos quais tenho verdadeiro pavorrr), “não suporto cheiro de tinta” (pois mesmo distante um quilômetro (rsrs) a alergia me ataca
), “não suporto sentir muito frio” (quem me conhece sabe como sofro se não me agasalho direito...rsrs)
Enfim, [tirando algumas "frescuras" rs], coloquei coisas e situações que eu consigo de fato evitar (ou não suportar rs). É verdade que citei também coisas que se referem a comportamento e atitudes, mas só porque as considero de certa forma como possíveis de se escolher estar longe...
Eu reconheço que tenho muitos defeitos e que preciso melhorar (quem convive comigo sabe), mas uma coisa eu faço: procuro me esforçar sempre para conseguir imprimir coisas boas na vida daqueles que se relacionam comigo.
E com isso espero realmente conseguir inspirar as pessoas a quererem melhorar também...a se sentirem incentivadas a crescer, a mudarem de ideia...mas para melhor, nunca para pior!
E não estou falando de ser “boazinha” e tal...de não questionar ninguém, de não criticar ou de não brigar feio de vez em quando...kkk Não é isso! (Pois essas coisas invariavelmente acontecessem mesmo...
)
Falo do que de essencial você deixa no outro, sabe?
Aquilo que fica guardado e é lembrado mesmo quando o convívio já não existe mais...
Não quero que de mim digam algo do tipo:
“Eu ainda acreditava nas pessoas...até o dia em que conheci a Viviane. Depois disso, tive a certeza de que ninguém presta!”
Ou “Vou contar isso pra você, mas a Viviane não pode saber, senão já era: todo mundo vai ficar sabendo!”
Ou ainda, “Depois que me relacionei com ela percebi o quanto o ser humano pode ser mentiroso, falso e egoísta!” rs
Já pensou?!
Que Deus me ajude para que eu nunca me torne agente de destruição na vida de ninguém.
E não se trata de “o que vão pensar de mim!?”
Mas sim de:
“O que tenho construído na vida das pessoas...?”
"Tu és o Cristo. O Filho do Deus Vivo."
"...sobre a areia passiva e inúmera."
RESSALVA
Versos...não.
Poesia...não.
Um modo diferente de contar velhas histórias.
(Cora Coralina)
TIPOS PSICOLÓGICOS
Criado por Carl Jung na década de 20, este método de classificação da personalidade foi aprimorado mais tarde por Katherine Briggs e Isabel Myers(mãe e filha), por isso ficou conhecido como teste de personalidade MBTI (Myers-Briggs Type Indicator).
Chegou-se então a 16 tipos de personalidade. Cada um representado pela combinação de 4 letras:
[E ou I] - [S ou N] - [T ou F] - [J ou P]
Este teste é muito aplicado por empresas e instituições na seleção de candidatos, na formação de equipes e desenvolvimento de liderança; e em áreas como orientação profissional, aconselhamento de carreira, desenvolvimento pessoal e outras. O problema é que algumas empresas seguem-no rigidamente e acabam rotulando a pessoa ou o profissional. Por isso há alguns psicólogos que criticam a aplicação do teste.
Como eu acredito que "há um mundo a ser descoberto dentro de cada ser humano", também não considero o MBTI como definidor ou aferidor de "como somos", pois há muito mais a dizer e descobrir sobre isso do que podem supor testes-padrão como este...rs
Mesmo assim acho que servem para nos dar, grosso modo, uma ideia geral sobre o assunto.
Assim, eu o trouxe para cá com um objetivo mais lúdico mesmo. Só para ver se coincide com o que vocês sabem (ou experimentam) sobre si mesmos.
Vale lembrar que não há tipos psicológicos “puros”...sempre há interferências de outros tipos, ainda mais levando em consideração as implicações circunstanciais. E nem o tipo “certo” e o “errado”.
É apenas uma forma de refletir um pouco sobre nossas preferências e aptidões, para aprendermos a lidar melhor com a própria interioridade (nossa realidade psíquica e subjetiva) e com as exigências postas pelo mundo exterior (a realidade objetiva, ambiental e social).
Para quem já conhece, é só clicar no link no final do post e ler o texto sobre o seu tipo psicológico. Para quem ainda não sabe, segue o teste para descobrir qual é o seu tipo. Anote a letra correspondente ao seu modo de ser:
A ATITUDE PSÍQUICA
Quanto à interação com o mundo:
Diz respeito a como interagimos com o mundo; onde obtemos e para onde dirigimos nossa energia psíquica.
(E) EXTROVERSÃO: As atitudes são orientadas por fatores objetivos, externos (atividades, coisas). São estimulados quando interagem com os outros, pois gostam de concentrar sua energia no mundo exterior das coisas e pessoas.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
(I) INTROVERSÃO: As atitudes são orientadas por fatores subjetivos, internos (conceitos, emoções, reflexões). São estimulados quando despendem tempo sozinhos, pois gostam de concentrar sua energia no mundo interior das ideias e pensamentos.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
AS FUNÇÕES PSÍQUICAS
Quanto à maneira de perceber o mundo:
Descreve as duas maneiras diferentes de como as pessoas percebem ou assimilam as informações (internas ou externas).
(S) SENSAÇÃO: Preferem obter informações através dos cinco sentidos (real/concreto). Essa função privilegia as informações recebidas pelos órgãos dos sentidos, constatando a presença sensorial das coisas que nos cercam no contexto do “aqui e agora”. São pessoas mais realistas e práticas.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
(N) INTUIÇÃO: Preferem obter informações observando o todo. Essa função vai além da sensação, buscando os significados, relações e possibilidades futuras das informações recebidas. Trata-se de uma apreensão perceptiva dos fenômenos (pessoas, objetos e fatos) pela via inconsciente. A intuição “vê” a natureza “oculta” desses fenômenos. São pessoas mais imaginativas e criativas.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
Quanto à tomada de decisões:
Demonstram as duas maneiras como tomamos decisões e chegamos a conclusões. Todos nós apresentamos uma preferência natural e inata por tomar decisões baseadas na lógica ou em nossos sentimentos e valores pessoais.
(T) PENSAMENTO: Preferem decidir organizando e estruturando logicamente (objetividade), pensando nos prós e contras. Essa função discrimina, julga e classifica os fenômenos a partir da lógica da razão e justiça; um padrão para todos.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
(F) SENTIMENTO: Preferência por decidir levando em consideração o que é pessoal (valores). Tomam decisões baseados em como se sentem acerca do assunto e como os outros serão afetados. Valorizam a empatia e a harmonia; vêem a exceção para a regra.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
Quanto ao estilo de vida:
Aqui descobrimos se preferimos viver de uma maneira organizada (tomando decisões) ou de uma maneira espontânea(assimilando informações).
(J) JULGAMENTO: Preferência por viver de forma organizada e planejada (estruturação). São mais felizes depois que as decisões foram tomadas. Tendem a tomar as decisões rápida e facilmente.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:
(P) PERCEPÇÃO: Preferência por viver de forma flexível e espontânea (adaptação). São mais felizes deixando as suas opções abertas. Tendem a sentirem-se ansiosos e inseguros ao tomar decisões.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Sinal de Alerta:

E então? Você é um ENFP ou ISTP? Um ISTJ ou ENTP? 
Agora que já descobriu, clique no link abaixo e leia o texto referente ao seu tipo de personalidade. Veja se realmente ele te descreve em linhas gerais quanto às suas preferências e aptidões:
Voltando à série "Frases Geniais", desta vez a vítima é ninguém mais ninguém menos que Fernando Pessoa!
Ou melhor, um dos “Pessoa”.
Imaginem só! Que petulância a minha!
[Ainda bem que a audiência deste Blog é pequena (e suficientemente benevolente) para me livrar da acusação de profanar a obra desse gênio da literatura. Pelo menos, é o que espero.] rsrs
Sob o heterônimo de Bernardo Soares, ele escreveu a seguinte frase genial:
“Não querer é poder.”
Na verdade, escrito originalmente em 'O Livro do Desassossego', o pensamento completo é:
“A renúncia é a libertação. Não querer é poder.”
Quando li isto, fiz uma associação imediata com as minhas convicções e conteúdos e então imprimi nela uma interpretação bem pessoal.
Parafraseando o próprio Pessoa, digo que quando a li, “quis para mim o espírito dessa frase, e transformei-a a meu modo para casar com o que sou.”
E não é isto mesmo que fazemos quando citamos um autor, um pensamento, uma obra? 
É a nossa leitura particular, decodificada pela soma de tudo o que(quem) somos e do impacto que uma ideia ou pensamento causa em nós.
Maas...
Considerando que uma das acepções da palavra “poder” é ter domínio ou controle (sobre o outro), e que “renúncia” aqui pode ser entendida como abnegação e asceticismo - antes de dizer qual é a minha interpretação pessoal - digo primeiro qual não é:
Quando concordo com a ideia de que “a renúncia é libertadora” e que “não querer é poder”, não estou fazendo apologia à anulação da vontade, já que não acredito que isto seja viável ante a incontestável verdade de que o ser humano é inerentemente dotado de volicionalidade.
Negar o querer, na minha opinião, é apenas mais um ato de volição: a busca da anulação da vontade por si só já é (um) querer! (Talvez o maior dos "quereres" - para quem a tem como alvo).
Por isso não concordo com a prática do exercício rigoroso da auto-negação visando a supressão total dos próprios desejos, para atingir um estado de extrema felicidade ou ausência de sofrimento(nirvana), com o objetivo último de se fundir numa bondade universal sem pessoalidade (ou Vontade Cósmica). Não. Não é isso.
Pois, tendo em vista que as minhas convicções são fundamentadas na concepção teísta cristã (ressaltando que “cristã” aqui deve ser entendida como “de Cristo”, e não da Religião Institucionalizada) e considerando que já me desculpei pela total “descontextualização” da frase
, fica óbvio que não tenho como base para minha interpretação nem o pensamento budista, nem o schopenhaueriano.
Muito menos é minha intenção defender a ideia de que, se eu não quero o que alguém me oferece, isto me coloca numa posição de autoridade e então me torno detentora de um certo poder (sobre este alguém)...ou algo do tipo. Não é nem uma coisa nem outra.
A minha interpretação não defende a renúncia ao “querer em si”, mas sim àquele querer "que me domina e me subjuga”...e que é, portanto, destrutivo.
E o “poder” decorrente dessa renúncia nada mais é do que o de “ser capaz de” usar esse mesmo querer de uma maneira que ele não me prejudique.
Concordo, no entanto, com ambas as filosofias (oriental e ocidental) no sentindo de que tudo aquilo para o qual eu não posso dizer NÃO (porque não consigo), me domina e me prejudica, pois tolhe a minha liberdade e me faz refém; e assim o objeto do meu desejo (ou quem o representa) passa então a ser o meu tirano, o meu ditador e a exercer forte dominação sobre minha vida.
A única solução então é renunciar a este querer que me prende e me escraviza.
Ou seja, não nego que o meu foco, semelhantemente ao dos que buscam a negação do querer em si, é a libertação. O meu também é. Porém, com uma diferença:
É a libertação no(ou dentro do) querer.
E não a anulação ou extinção desse mesmo querer.
Quando sou liberta, passo a ser capaz de escolher – característica exclusiva dos seres “livres”.
Só que, na posição de escolher, não deixo de querer:
mas passo a querer melhor.
Minha paráfrase então ficaria assim:
“A renúncia [ao que me domina] é a libertação. Não querer [ser dominado] é poder [escolher].”
Quando renuncio, passo a ter o poder de dizer não para aquilo que me dominava, então me sinto livre...para escolher melhor.
E só quem escolhe é livre.
Não é difícil constatar que uma pessoa que quer alguma coisa obsessivamente não consegue escolher. Antes, foi “escolhida”(capturada ou sequestrada) pelo próprio desejo.
Por outro lado, se abrir mão da posse [ou renunciar] e, portanto, der vazão ao “não-querer”, consequentemente o seu “querer” se liberta dessa obsessão.
Só assim a pessoa consegue enxergar o que tanto deseja dentro da realidade: como sendo algo “externo e fora de si”(como de fato sempre foi) e, portanto, sem potencial de dominação sobre sua vida.
Na posição de "não-querer", a pessoa sai de um estado de inanição e assume o de apreciadora. Sim. Pois passa à condição libertadora de poder enxergar opção, e então consegue escolher entre as duas respostas - o sim e o não.
Agora, o “objeto” do seu desejo se torna algo para o qual ela olha com uma atitude autônoma, e diante do qual pode decidir entre querer e não querer!
Só assim pode desfrutar melhor da sua condição humana de Ser Volitivo, pois quanto menos domínio algo tiver sobre ela, mais livre será para dizer:
“Eu quero”, ou, “eu não quero mais.”
Dessa forma, a renúncia (ao querer que escraviza) nos capacita para escolhermos livremente (e, portanto, melhor).
O problema é que geralmente decodificamos “renúncia” como algo ruim – como uma perda. Mas, neste caso, não!
É a renúncia à escravidão!
Por isso é libertador como em
“...então conhecereis a verdade e a verdade vos
libertará.”
(Cristo, no evangelho de João, Cap.8, versículo 32)
Ou seja, é a renúncia apenas ao querer destrutivo – aquele que me obriga a dizer somente SIM, SIM, SIM. Mesmo estando na maioria das vezes bastante consciente do prejuízo.*
É aquilo que te faz reagir sem levar em consideração as consequências: “Não importa o preço (se vai me prejudicar ou prejudicar o outro), mesmo assim eu quero!”
*[Aqui, acho importante ressaltar então que a percepção não evita a prática do querer destrutivo. Ou seja, a consciência é imprescindível, mas por si só não produz mudança de comportamento.
Por isso, nesta questão, nenhuma vantagem tem quem possui mais Conhecimento.
Uma constatação prática disto é o fato de existirem médicos que fumam e educadores que humilham seus alunos.]
Por outro lado, quando a pessoa - além da consciência do prejuízo - não quer mais ser alvo (ou agente) dele, ela contesta a si mesma e isto produz uma indignação capaz de fazer com que os seus olhos existenciais passem a enxergar a sua vida de uma maneira crítica e questionadora, anulando assim o potencial de dominação que aquela situação tem sobre os seus pensamentos e atitudes.
Então, na minha opinião, o "não-querer" tem maior força
transformadora(ou modificadora) do que o querer.
Pois me coloca em confronto direto com a realidade e me impulsiona a iniciar uma caminhada para longe do estado de dependência.
Na posição de “não querer”, e portanto, livre de domínio, sou capaz de me ver “de fora” e analisar a minha própria situação como se estivesse fora dela.
O que é extremamente positivo e produtivo.
Assim, a minha interpretação (baseada [e experimentada] em João 8:32) não visa a negação do querer em si e nem o domínio e a tirania sobre o que se quer, mas, como já disse, a libertação: a liberdade de quem quer.

A maioria preconiza que “querer é poder”.
Mas nem sempre o simples querer vem acompanhado da “energia de alma” capaz de produzir “atrito existencial” suficiente para mudar trajetórias na nossa vida ou nos tirar de um estado de estagnação (principalmente quando já estamos chafurdados nele...rs).
Existe uma grande diferença prática em dizer:
"Eu quero muito (isto ou aquilo)...mas não consigo!"
Ou dizer:
“Não quero mais permanecer ou viver assim...por isso preciso tomar alguma atitude!”
Na segunda opção, eu confronto e ao mesmo tempo renuncio à minha atual condição e isso abre um precedente de mudança real (possível), e não apenas almejada, hipotética ou inatingível.


No entanto, todo este movimento contrário tão produtivo e dinâmico pode ser proporcionalmente negativo.
Note só a força do “não-querer”:
Por exemplo: quando uma pessoa não quer mudar, nada e ninguém poderá ajudá-la! 
É por tudo isto [e por experiência própria principalmente] que
eu acredito muito mais no poder transformador
do “não-querer”:
Se você NÃO quer ser dominado e subjugado, você PODE dizer não ao controle de algo(ou de alguém) sobre a sua vida.
Se você NÃO quer que o ressentimento te corroa e te transforme numa pessoa azeda e com uma atitude cínica diante da vida, você PODE dizer sim ao perdão.
Se você NÃO quer, você PODE escolher!
E quem escolhe é livre!
Apenas livre.
Livre para dizer NÃO ao que escraviza.
Livre para dizer SIM ao que liberta.

AXÉ?!
Aqui em casa somos todos “musicólatras”...amamos música.
Desde o mais novo até o patriarca. rsrs
Meu pai gosta de
Police, Queen e Pink Floyd, dentre outros. Acredita?
Outro dia ri sozinha quando encontrei escrito com a letra dele
num pedacinho de papel:
“Smooth – Santana”
Provavelmente, ouviu no rádio, gostou e anotou o nome da
música.
Quando eu era adolescente costumava sair com meu irmão
para comprar CDs. Saíamos aos sábados e passávamos
o dia entre uma loja e outra procurando as “raridades”...
(Não preciso nem dizer que quase tudo de música que gosto foi por
influência dele, né?
rsrs)
Quando o meu sobrinho Arthur era ainda bebê,
tomava mamadeira deitado no sofá enquanto assistia aos
clássicos do rock da nossa coleção de clipes.
E assim uma geração vai influenciando a outra...
A Marina é a minha sobrinha mais velha e, como tal, já
“catequizou” a Rebeca, a mais nova (de 7 aninhos), mesmo sem ter tido
esta intenção.
Acabou influenciando-a a gostar da Cher – aquela atriz e cantora
norte-americana - pois sempre coincidia de a Rebeca ver a Marina
assistindo ao DVD desta cantora quando ia passear na casa dela.
Mas é claro que ela convive com outras crianças que
também já têm seus gostos musicais.
E foi numa dessas conversas sobre música, que sua prima
pré-adolescente Letícia disse:
"_Ai! Eu odeio axé!
E a Rebeca, com uma cara de espanto, perguntou:
_Como assim? Você não gosta?
A Letícia continuou:
_Claro que não! Acho horrível!
E a Rebeca, já indignada (ela é bravinha), retrucou
cruzando os braços:
_Pois eu gosto "da Cher", tá?! Já vi até o DVD e tudo!
Ela canta muito bem e a Marina também gosta!"

X
Mais uma "pérola" da Becs.
Qualquer minuto com ela é diversão garantida.
Gosto da natureza, do cheiro de mato.
Das cidadezinhas do interior com gente simples na ruas.
Aquelas casinhas com janelas e portas coloridas, sabe?
Azul, verde, marrom avermelhado...
Gosto de ouvir passarinhos cantando e de barulho de cachoeira.
De cheiro de café, de biscoitos feitos na hora e de colher fruta na
árvore...ou melhor, no pé.
(Talvez alguém esteja pensando:)
"O que? Espera um pouco...como assim, Viviane? Isto mais parece coisa de livro de histórias do Monteiro Lobato!"
Pior que parece mesmo.
Pois soa até “bizarro” falar disso neste nosso mundo “internetualóide” de emails, blogs, Orkut, MSN, Twitter, Myspace...
Mas que bom que essas coisas lindas ainda existem fora dos livros (Oops! Quero dizer: fora dos
e-books!).
E como eu gostaria de ter mais contato com tudo isso! Essa simplicidade perdida e tão singular.
Talvez por isso gosto tanto da música-tema deste post.
Ela tem tudo isso de que eu estou falando...
É linda essa composição. A letra é uma poesia. Isso sem falar da interpretação: afinada, suave...leve.
Durante curtos 3 minutinhos ela nos tira dessa selva de pedra e nos leva para esse vilarejo..."onde areja um vento bom"...
Então eu ouço e começo a imaginar esse lugarzinho...com um céu escuro pontilhado de pequenas estrelinhas.
Tranquilidade, sossego...e paz.
E, por falar nas coisas lindas das cidades do interior, estava lendo alguns textos do Rubem Alves quando achei esta pérola:
“Aprendi um novo verbo: navarandolhar, que significa precisamente “na varanda olhar”: assentar-se na varanda, sem querer fazer nada, totalmente entregue à contemplação.”
Coisa de mineiro mesmo...rsrs.
Então, pensei: "Vilarejo"...
taí uma canção boa para "navarandolhar"! rs
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-la
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Pois, mesmo ouvida através de caixa acústica compacta e portátil para PC ou Notebook, consegue acalmar o coração.
(Há um vilarejo ali...e eu quero ir pra lá.)
Pessoas queridas, venho aqui confessar que cometi um delito...
É isto mesmo que vocês estão lendo. E pior: por repetidas vezes.
Pois é...coisa grave.
Tenho me apropriado de algumas frases e deliberadamente começo a usá-las fora do contexto ou de acordo com o "meu texto"...ou minha interpretação.
Muita gente faz isso e eu, confesso, não sou diferente.
Mas não nego. Eu assumo a prática do crime! rsrs
E, para fazer isto publicamente, resolvi criar aqui no meu blog uma série de posts com o título “Frases Geniais”, em que publico a frase e exponho a minha interpretação – que às vezes coincide com o contexto original e outras vezes(a maioria), não.
Geralmente são frases que já cito há algum tempo: coloco no Orkut, no MSN, falo e até já publiquei aqui mesmo no meu blog.
Foi assistindo a um debate entre dois pensadores (Luis Felipe Pondé e Marcia Tiburi) que escolhi qual seria a frase para este primeiro post da série.

Nesse debate, foi discutida a “relação entre homem e mulher” sob o ponto de vista masculino e o feminino.
[E, diante deste tema, desde já elimino qualquer possível suspeita dizendo que eu, Viviane Villas Bôas, nunca fui e não sou feminista.
Não concordo e nem faço apologia às mulheres em detrimento dos homens, e não sou a favor dessa dispusta de poder entre ambos, visando provar a superioridade de um ou de outro. Não. Nada disso.
No entanto, realmente acredito que a mulher tem grande capacidade de recuperação e é bastante independente...o que não significa que não reconheço ou não valorizo as capacidades dos homens – que são muitas. Pelo contrário, eu os admiro pelas suas importantes qualidades. Tanto é que concordei mais com o que o Luis Felipe falou do que com o que a Marcia – feminista convicta – disse.]
Em oposição a ela, uma das coisas que ele disse foi que não acredita que a maioria das mulheres queira ficar solteira ou realmente não queira ou não veja necessidade em ter um homem ao seu lado.
Mas, numa certa altura do debate, ele comentou que a independência e a capacidade de superação da mulher assustam um pouco os homens...e para ilustrar sua constatação, dentre muitos exemplos, citou uma estatística bem interessante:
“A mulher quando decide terminar ou sair de um relacionamento...é por causa dela mesma. Já o homem, é por causa de outra mulher.”
O que, segundo o pensador, revela uma grande dependência.
Complementando, ele disse que, nessa questão de fim de relacionamento, observou também que a mulher sofre por um tempo, mas de uma maneira tal que parece que ela não vai suportar...e, para o homem que observa de fora, até parece mesmo que ela não vai conseguir, pois reage como se o mundo tivesse acabado (reúne as amigas e chora, chora, fala horrores do cidadão e de todos os outros homens da face da terra...
rsrs, come um monte de chocolate e se descabela toda), mas quando menos se espera lá está ela de volta, renovada e pronta para seguir em frente (e, na maioria das vezes, ainda solteira. Ou seja, recupera-se sozinha (ou sem um outro homem).
Apesar de citá-la num "(des)contexto"
muito mais abrangente (ou seja, não só me referindo a relacionamentos amorosos), foi exatamente neste momento que lembrei daquela que seria a primeira "frase genial" nessa série de posts (que por sinal foi escrita por uma mulher):
“Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar
e a voltar sempre inteira.”
(fragmento do poema “Desenho”, de Cecília Meireles.)

De fato. Toda mulher é mesmo um pouco Fênix.
O CORVO E O PAVÃO
O Corvo, pousado numa árvore, segurava no bico um pedaço de queijo. E a Raposa, atraída pelo cheiro que de lá vinha, respondeu rapidamente à força daquele estímulo e começou a jogar uma conversa cheia de artimanhas para cima do Corvo.
_Bom dia, Senhor Corvo! Como você é bonito! Que lindas penas! Tem patas fortes como ferro e o seu peito parece o de uma águia real!
O Corvo, todo contente, pôs-se a fazer pose para mostrar as suas penas negras e luzidias.
A matreira Raposa, entretanto, continuava a fazer-lhe elogios.
_Francamente, se seu canto tiver alguma semelhança à sua plumagem, por certo que o senhor é o príncipe dos pássaros, uma figura sem igual entre os humildes moradores deste bosque!
Ao ouvir o doce som de tão “justos” elogios, o Corvo, com o peito estufado e quase sufocado pela vaidade, não cabe em si de tão lisonjeado.
E, para se gabar, resolve mostrar sua bela voz.
Abre o bico até encurvar a cabeça para trás, deixando cair no chão o pedaço de queijo, que a Raposa, ávida, logo devora e lambendo a boca diz, gargalhando:
_Oh, Corvo! Meu amigo Corvo! Fique sabendo que todo adulador vive à custa daquele que lhe dá crédito. Sem dúvida, esta lição valeu sua refeição perdida.
Então a Raposa, satisfeita, retira-se e deixa o Corvo se lamentando da trapaça de que fora vítima.
Envergonhado, ele jurou nunca mais se deixar enganar daquela maneira.
(Adaptado de http://O-Corvo-e-a-Raposa)

No entanto...
Passada a vergonha, o Corvo pôs-se a matutar sobre seu fracasso e concluiu:
"Aargh! O que é um simples pedaço de queijo diante do fato de que a Raposa apenas confirmou o que eu já sabia a respeito de mim?
Quer queira quer não, ela reconheceu, mesmo que por interesse, que sou o Príncipe dos Pássaros!
Eu sou melhor do que os outros da minha espécie!
Na verdade, ela abriu os meus olhos. Por isso, agora sei que não preciso mais me esforçar tanto para conseguir um queijinho aqui ou um petisco acolá...não!
Como superior às demais Aves, eu sou digno de ser servido, isso sim!"
E assim o Corvo passou o resto dos seus dias:
Enganando a si mesmo e tentando enganar os outros... Embevecido pelo próprio orgulho.
Moral da história: Pior do que as raposas do lado de fora é o Pavão que existe dentro do corvo.

Bilhões de pessoas estavam espalhadas por uma grande planície, diante do trono de Deus. Alguns do grupo mais da frente conversavam calorosamente. Não falavam com reverência, mas em aberta beligerância. “Como Deus pode nos julgar?”, perguntavam. “O que ele sabe sobre o sofrimento?”, gritou uma loira. Arregaçando a manga de sua blusa, mostrou um número tatuado em um campo de concentração nazista. “Sofremos medo, açoites, torturas, morte”, continuou. Em outro grupo, um negro baixou o colarinho. “Que tal isto”?, exigiu mostrando uma feia queimadura provocada por cordas. “Fui linchado apenas por ser negro. Sufocamos em navios escravos. Fomos arrancados do convívio de nossos queridos, trabalhamos debaixo do chicote até que a morte nos aliviou”. Grupos semelhantes se articulavam em toda aquela planície. Cada um se queixava de Deus pelo mal e sofrimento que permitiu no mundo que ele mesmo criara. “O que Deus sabe sobre o que a humanidade suportou? Como Deus é feliz por morar no céu. Lá não há lágrimas, medo, fome, ódios. Deus leva uma vida bem confortável”, afirmavam. Então cada grupo decidiu enviar um representante diante de Deus; escolhido pelo que mais sofreu. Havia um judeu, um negro, um marginalizado da Índia, um bastardo, uma japonesa de Hiroshima, um preso de um campo de concentração russo, uma mulher africana contaminada com HIV, cujos filhos morreram de fome. Antes se reuniram no centro daquela vasta planície para se organizarem. Chegaram a um consenso. Antes que Deus se qualificasse para julgá-los, precisaria experimentar o que eles experimentaram. Decidiram sentenciá-lo: que ele viva na terra como homem. Mas como era Deus, estabeleceram algumas salvaguardas. Ele não poderia se valer de seus poderes divinos para se proteger. “Que nasça judeu; que a legitimidade de sua paternidade seja questionada e que ninguém saiba com segurança quem foi o seu pai; que lidere uma causa tão justa e tão radical, que atraia o ódio e a condenação dos poderosos; que a religião oficial se esforce para eliminá-lo; que tente descrever o que nenhuma pessoa jamais provou, ouviu ou percebeu; que tente comunicar Deus aos homens; que seja traído por um dos seus amigos mais queridos; que seja indiciado com provas falsas; que seja julgado por um júri preconceituoso e que o seu juiz seja um covarde; que experimente o que é sentir-se completamente abandonado por todos; que seja torturado e que morra. Mas que sua morte seja a mais humilhante, e que morra ao lado de ladrões ordinários. À medida que cada líder anunciava a sua sentença, um murmúrio se espalhou pela planície. A aprovação parecia unânime! Mas quando o último expressou a sua sentença, houve um profundo silêncio. Ninguém se atreveu falar, ninguém se moveu. De repente, todos perceberam: – Deus já cumprira a sentença dos réus!
("O Dia em que Deus cumpriu a Sentença dos Réus", Ricardo Gondim)
“Pois temos um Sumo Sacerdote que pode compadecer-se das nossas fraquezas.”
Se Ele apenas entendesse o fato de termos fraquezas já seria suficiente. Mas a situação é ainda melhor. Ele conhece a sensação que temos em nossas fraquezas – não apenas a fraqueza em si, não apenas os traumas emocionais e conflitos interiores, mas também a dor que tudo isso nos inflige. Diferente dos deuses mitológicos e pagãos que são inatingíveis, impassíveis e indiferentes ao sofrimento humano, Ele compreende as frustrações, depressões, mágoas, os sentimentos de abandono, solidão, isolamento e rejeição que nos afligem.
A paixão(o sofrimento) de Cristo é a prova disso. Nos dias em que esteve aqui na Terra, encarnado como homem, ofereceu a Deus “com forte clamor e lágrimas" orações e súplicas, demonstrando profunda angústia de alma.
Enquanto orava no Getsêmani (momentos antes de ser preso), a dor pelo acúmulo, desde o dia em que Ele nasceu, de rejeições, perversidades humanas e luta espiritual intensa se somou à angústia terrível de ter sobre si os pecados de toda a humanidade, e isto impôs sobre Ele uma tensão tão grande a ponto de a Bíblia nos dizer, no Livro escrito por Lucas, que Ele suou sangue (único dos quatro evangelhos em que este evento é destacado, provavelmente porque Lucas era médico). A dor excruciante ocasionou o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas, misturando o sangue ao suor, que se concentrou sobre a pele e escorreu por todo o corpo. E este fenômeno raríssimo – que a ciência denomina de hematidrose (excreção de suor sanguinolento como consequência da hemorragia das glândulas sudoríparas) – somente ocorre em condições excepcionais: uma fraqueza física e emocional muito intensa acompanhada de um abatimento moral violento causado por um profundo estresse.
E tudo isso ocorreu antes de Ele ser preso. Mas o que se seguiu, todos nós sabemos que foi muito pior: o julgamento falso, o flagelo, o escárnio da coroação com espinhos (que além de cravar-lhe o crânio, o impedia de recostar a cabeça no madeiro), o caminho de cerca de 600 metros carregando a cruz até o monte Calvário, depois os longos pregos e toda aquela agonia que durou cerca de três horas.
Sua história de vida, o Getsêmani e a crucificação nos dizem que Ele passou por tudo o que nos aflige como seres humanos. Portanto, Ele sabe o que é chorar muito e orar a Deus em prantos. Ele lutou com emoções que quase o despedaçaram. Ele passou por isso e pôde sentir o que sentimos.
Quantas pessoas, em meio à dor, já não disseram palavras como estas: “A minha alma está angustiada até a morte” ? Pois foi assim que Ele expressou o tamanho da sua tristeza (Marcos 14:34). E isso quer dizer que Ele entende como se sentem as pessoas que estão tão deprimidas que não querem mais viver.
O Deus da Bíblia, o Deus Cristão não é blindado. Não! Ele veio para sofrer e sofrer como nós: Jesus é a prova de que Deus conhece o “drama humano”!
Se você sofre porque por algum motivo já teve sua paternidade questionada – Ele sabe como você se sente: as circunstâncias da gravidez de sua mãe provocou este tipo de especulação quando do seu nascimento e durante toda a sua vida.
Se você se sente solitário, sozinho, porque seus amigos parecem não se importar com você ou porque alguns até “fingem” que não te conhecem mais – Ele sabe o que se passa em seu coração, pois os seus amigos mais próximos pareciam indiferentes à sua dor e não conseguiram lhe fazer companhia nem por uma hora sequer! Implorou a eles por três vezes, mas em todas os encontrou dormindo, enquanto Ele, sozinho, estava profundamente triste...e, por fim, no momento em que mais precisava deles, todos o deixaram e fugiram, como se não o conhecessem, como se nunca tivessem passado por experiências juntos.
Se já te acusaram injustamente; se você já foi vítima de falsos testemunhos, calunias, humilhações (verbais e físicas como tapas no rosto e toda sorte de agressão que tenha atingido sua integridade física e moral), escárnio, deboches, zombarias...
Se já sofreu preconceitos por causa da sua origem e da região onde você nasceu; ou porque você usa roupas simples e não possui status ou bens materiais...
Ou se a “elite” religiosa te acusa de transgressor; já te interpretaram mal e te acusaram de ser endemoninhado, de falar blasfêmias; ou ainda se te criticam porque você convive com pessoas tidas como pecadoras e erradas; ou porque você denuncia a hipocrisia deles e não aceita que rituais e interesses religiosos sejam mais importantes do que a vida das pessoas...
Se já sentiu a profunda tristeza de chorar pela morte de alguém querido...
Se já foi traído; se já mentiram para você; se já foi decepcionado e criticado pelos seus próprios irmãos e rejeitado pelas mesmas pessoas que antes te elogiavam e homenageavam; se já foi expulso de algum lugar para onde você foi com a intenção somente de ajudar; e se já foi ridicularizado simplesmente porque tenta fazer o que é correto e bom...
E se, na lida da vida, às vezes, você tem a sensação de que o sofrimento é tão grande e angustiante que parece que Deus te desamparou e te abandonou para que sofresse sozinho aqui neste mundo, sem alento e sem consolo...
Se você já sofreu alguma dessas coisas ou algo parecido, olhe para a história da vida de Jesus e veja que Ele passou por todos esses sofrimentos, sem exceção, por isso, entende e sabe como você se sente. Ele compreende muito bem o que se passa com você. O coração Dele não é indiferente ao nosso sofrimento. Não! O coração de Deus é compassivo, pois sentiu “na própria pele” o que é viver num mundo cheio de crueldade, preconceitos e violência. Um mundo cuja lógica é pagar o bem com o mal. Esse mundo insensível e frio que nós – humanos – produzimos com o mau uso da liberdade de escolha que Ele mesmo nos deu.
Em sua soberania, nada o impedia (a não ser o seu amor incondicional) de ouvir as nossas orações e súplicas, porém se manter ileso, apenas “tentando entender" como nos sentimos vivendo nesse mundo caído...mas não! Ele veio e se fez como igual: viveu como um ser humano comum e simples. Ele escolheu não fazer uso das suas prerrogativas (ou privilégios) de ser Deus (porque senão nunca se identificaria com a nossa fraqueza!), e viver integralmente como 100% humano, sem vantagem alguma em nada! (Nem de ordem física, nem financeira ou de qualquer outro tipo).
Pelo contrário. Ele se esvaziou da sua glória (Filipenses 2: 5 a 8), por amor a nós, para que saibamos que Ele entende as aflições que nos sobrevêm e para que hoje olhemos para Ele e entendamos que, pela fé Nele, nós também podemos passar por todas essas coisas e não sermos destruídos, pois Ele mesmo disse: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!"
Hoje é dia de relembrar e se alegrar por essa vitória! Se você crê em Cristo, o sofrimento, as traições, as tentações, as falsidades, as dores emocionais, não podem te esmagar porque Ele ressuscitou e venceu toda essa maldade que há neste mundo! Porque Ele venceu, nós, mediante a fé, estamos “plugados”, ligados, enxertados Nele, e por causa disso, hoje podemos também vencer todas essas coisas através do poder espiritual que emana Dele para nós pelo Espírito Santo. (II Coríntios 4: 8)
Paulo disse em I Coríntios, 15: 14 e 19: "E, se Cristo não ressurgiu, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”
Somente a Ressurreição de Jesus nos garante que nenhum processo de morte e destruição pode deter aquele que Nele crê. (Seja o processo interno - como fruto da nossa própria maldade contra o próximo e contra nós mesmos; ou externo - como resultado da maldade do outro contra nós).
Pois estamos diante de um Deus que compreende nossos sentimentos e fraquezas e nos chama para que Lhe falemos sobre eles, num relacionamento baseado no amor e no perdão. Por isso, podemos nos aproximar Dele com toda confiança, sabendo que seremos recebidos com graça e misericórdia: tanto quando pecamos, quanto quando somos alvo do pecado dos outros.
No Natal, lembramos QUEM Ele é para nós. Na Páscoa, lembramos O QUE Ele fez por nós: Jesus levou sobre si os nossos pecados na cruz mas, além disso, levou também todos os nossos sentimentos de fraqueza e impotência, para que ELE SEJA A NOSSA FONTE de cura, consolo e descanso...e NÃO quaisquer vícios ou mecanismos de fuga e escape da realidade que o mundo oferece (e que somente geram mais frustrações).
Esta é a mensagem do cristianismo: em Cristo, a morte perdeu o seu poder! Por isso, podemos nos alegrar, apesar do sofrimento a que estamos sujeitos neste mundo, porque nenhum processo que gera morte (toda sorte de violência verbal e física) conseguiu destrui-Lo e, no fim, nem a própria morte conseguiu vencê-Lo! Através da fé na Ressurreição, hoje obtemos Paz e cura para nossa alma para que - apesar da nossa natureza pecaminosa que tende para o mal - possamos viver num mundo corrupto, sem sermos corrompidos por suas engrenagens maliciosas e destrutivas.
Celebremos hoje então aquele terceiro dia! O dia em que Ele prenunciou que é possível obter vitória sobre todo sofrimento e sobre a morte! Seja agora (neste tempo), seja quando dermos o último suspiro aqui nesta terra, pois para o cristão (assim como não foi para Cristo) a morte NÃO é o fim, mas a continuidade da VIDA (em plenitude) na eternidade. Ele ressuscitou para que nós pudéssemos ressuscitar também no último dia, mediante a fé Nele.
Esse é um dos pilares da fé cristã: Jesus ressuscitou e vive hoje e para todo o sempre!
Se Cristo tivesse permanecido no sepulcro, nem esta e nem nenhuma mensagem a respeito Dele faria sentido algum! Pois tudo isso não passaria de História, sem valor espiritual...apenas documental: seria apenas um evento do primeiro século e, portanto, isolado e delimitado no tempo. E então falaríamos sobre Ele usando apenas o remoto e sombrio tempo verbal no passado: "Ele foi, Ele fez, Ele viveu..."
Somente graças à sua Ressurreição é possível - desde aquele terceiro dia após a crucificação até os dias de hoje - dizermos: Ele É, Ele FAZ, Ele VIVE!
Quando aquelas mulheres encontraram a pedra do sepulcro removida, foi-lhes dito: "Por que buscais entre os mortos quem está vivo?" (Lucas 24:5)
Alegremo-nos HOJE e todos os dias da nossa vida na Ressurreição de Cristo, porque Ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá." (João 11:26)
FELIZ PÁSCOA!
"Deus teve apenas UM Filho que não pecou, mas NENHUM que não sofreu"
Este assunto é sempre interessante...olha só:

Com o aumento do conhecimento científico, muitos têm comemorado as descobertas sobre o funcionamento do cérebro humano: seu poder é único. Nem sequer os computadores mais sofisticados se aproximam de suas aptidões. Porém, no lado exatamente oposto estão os resultados de outros estudos e pesquisas indicando que praticamente triplicaram os casos de doenças associadas ao envelhecimento do cérebro, como o Alzheimer, e outras apresentadas apenas com o rótulo de "neurodegenerativas", porque ainda são muito recentes para a ciência nominar.
E, pior, estas degenerações não estão necessariamente ligadas à idade cronológica: já há casos de pessoas muito jovens que estranhamente possuem cérebros “envelhecidos”.
Quando falamos em cuidar do cérebro, é importante reforçar que ele obedece a uma das grandes leis da biologia: a lei do uso e do desuso. Se usar, ele se desenvolve; se não usar, ele atrofia. Essa lei vale também para músculos, tendões, ligamentos e ossos. Assim, a principal tarefa a fazer é mantê-lo em funcionamento.
Na prática, o cérebro funciona da seguinte forma: quanto maior for o número de ligações existente entre os neurônios (sinapses), melhor. O bom de tudo é que é um circuito fechado, um sistema que se auto-alimenta, porque o número maior de sinapses ajuda o raciocínio e a memória, dinamizando a velocidade de transmissão de informações entre os neurônios.
É o mesmo raciocínio de estradas e ruas. Quanto mais vias de acesso houver, maior será a possibilidade de encontrar atalhos e de tornar o deslocamento mais rápido.

Porém, o que provoca o aumento das sinapses? Novos aprendizados, a exposição a variados interesses, novas experiências (físicas, inclusive), novos pontos de vista, reformulação de idéias, etc. Portanto, o treinamento cerebral é simples e pode ser ministrado no dia-a-dia, em qualquer hora e lugar. É a mesma metodologia e filosofia da prática esportiva: o segredo é tomar gosto pela prática, acostumar-se com a constância.
Sabemos que o córtex está dividido entre hemisfério direito e hemisfério esquerdo. Quando se trata de controle dos movimentos e da percepção dos sentidos, eles dividem igualmente as tarefas: o funcionamento é contralateral, o lado direito controla o lado esquerdo do corpo e o esquerdo, o lado direito.
Porém, esta ‘simplicidade’ não se aplica quando se trata do pensamento. Estudos científicos apontam para a predominância de um dos lados, que reflete na personalidade do indivíduo. O esquerdo executa pensamentos com tendências à lógica, à matemática, à organização e ao planejamento. O hemisfério direito é criativo, romântico, sonhador e visionário.
E o predomínio de um dos hemisférios cerebrais é de certa forma atribuído à escolha profissional. Um engenheiro lida com cálculos e planejamento. E, por ter estudado essas disciplinas, é natural que tenha desenvolvido mais o hemisfério esquerdo. O mesmo acontece com o artista que trabalha com a imaginação, criatividade e estética e, por isso, desenvolve mais o lado direito.
É óbvio que a fisiologia também conta. A pessoa escolhe uma determinada profissão porque já tem uma certa aptidão para exercê-la. Afinal, quem não tem talento algum para desenho não escolherá cursos de arte.
Atuando com os dois lados
Agora, como detectar o desequilíbrio entre os dois lados? É perceptível na prática. Faça a avaliação para verificar qual é o lado predominante do seu cérebro. Ex.: você é muito criativo e cheio de idéias (predomínio do lado direito), porém, quando chega à etapa de implementar, de pôr em prática, você emperra (lado esquerdo pouco desenvolvido). Ou o oposto: você só sabe executar, mas criar não é com você.
Tudo bem. Não dá para ser bom em tudo. É por isso que o trabalho em equipe existe. Um cria, outro planeja, outro executa. Mas, infelizmente, este tipo de acomodação pode ser mortal para certas profissões. O advogado, por exemplo, precisa de raciocínio lógico (logo, da matemática). Como ele defenderá o seu cliente sem organizar todas as informações de forma clara e objetiva? Sem contar que este equilíbrio pode ser um grande diferencial. Alguns profissionais liberais, como médicos e psicólogos, conseguem notoriedade porque não são apenas técnicos na sua área, mas também sabem se comunicar com leigos, escrevem para jornais e revistas, dão palestras. Por outro lado, há profissionais que não conseguem se traduzir e só são compreendidos por outros da mesma área.
A tarefa é tentar fortalecer a parte mais fraca do seu cérebro e potencializar a mais forte. Procure desempenhar aquelas tarefas que julga não ter talento algum para executar. Não se preocupe com os resultados. Seu cérebro só ganhará com o exercício. Quanto mais equilíbrio houver entre os dois lados, melhor.
Vale lembrar que os treinamentos para o cérebro não são divididos por campos de atuação. Ele não funciona por departamentos. Você já leu sobre inteligência emocional e inteligências múltiplas. Estas divisões são apenas para efeito didático, para facilitar a compreensão dos mecanismos de pensamento, mas tudo acontece e funciona ao mesmo tempo.
Uma maratona cerebral!
Há vários caminhos para melhorar o desempenho do cérebro e cada um deve procurar o seu. Aqui estão algumas sugestões para iniciantes. Utilize essas dicas apenas como ponto de partida. O ideal é que você personalize o seu programa de treinamento. O seu córtex é único e o seu percurso também precisa ser!
Mexa-se! (literalmente) – Todos sabem que o cérebro comanda o corpo, mas a verdade é que este é um caminho de duas mãos: o corpo também comanda o cérebro. Uma pessoa que aprende um esporte novo, uma nova modalidade de ginástica ou um novo estilo de natação, deixa o seu cérebro mais “inteligente”. O esporte não treina só o corpo, mas também o cérebro. Afinal, quando você salta para o saque no voleibol, quem é que está no comando destas ações? Quem é que está fazendo os tendões esticarem e abastecendo o corpo com mais oxigênio? O cérebro, que comanda o corpo.
Ler, ler perdidamente – Nada é mais energizante para o cérebro do que a leitura, que aumenta a capacidade de armazenar informações, a compreensão e a associação e aprimora a memória. Mas fique atento à qualidade e à diversidade. Na qualidade, o ideal é pedir indicações de pessoas que você admire e que te conheçam (a indicação é mais eficiente). Porém, se você já é um leitor assíduo, preste atenção à diversidade. Se só lê livros da sua área ou de um gênero específico que aprecia, os resultados não serão tão grandes. O cérebro precisa de novidade! Procure ler sobre assuntos que você jamais pensou que existissem ou que estejam muito distantes da sua realidade. Mas atenção: procure aproveitar todo o potencial da leitura. Como? Fale sobre o que você está lendo para outras pessoas, indique o autor, resuma o conteúdo e, principalmente, reflita de vez em quando sobre o que está lendo. Feche o livro, feche os olhos, imagine, reflita e só depois volte ao livro.
Cuide da armazenagem – A memória deve ser cultivada e cuidada como algo importantíssimo. Um ex.: no final do dia você pode rememorar tudo o que fez. Exatamente tudo, inclusive o que você comeu de sobremesa, o tipo de pessoa que estava no restaurante, etc. Outro exercício: quando ler um artigo, procure comentar com alguém o conteúdo e depois releia e veja a quantidade de informações que você “esqueceu”. Faça algo que você nunca fez. Volte a estudar matemática (álgebra é fantástico para o raciocínio), aprenda a tocar um instrumento musical, selecione um assunto interessante e estude-o com interesse. Jogue xadrez, faça sudoku e palavras cruzadas, escreva com a outra mão, comece a desenhar, vá a um lugar aonde você nunca imaginou estar... Abra sua mente para novas experiências e novas formas de pensar. Você vive neste mundo. Explore-o!
Alto desempenho até o fim!
A nossa memória episódica, que nos permite lembrar onde deixamos as chaves, por exemplo, vai piorando. As pessoas mais velhas têm tendência para demorar mais tempo a tomar decisões e a tirar conclusões. Uma criança de dez anos vence sempre o avô num jogo de vídeo, simplesmente porque pensa mais rápido em situações novas.
Por outro lado, alguns tipos de funções mentais até melhoram com a idade. É o caso do conhecimento geral que temos do mundo, que vai aumentando com os anos. É comum as pessoas mais velhas recordarem nomes de países, de pessoas famosas e de importantes acontecimentos históricos, enquanto os jovens podem ter dificuldades para lembrar dessas coisas.
Quanto mais você exercitar o seu cérebro, maiores serão as possibilidades de mantê-lo intacto por mais tempo. As pessoas que várias vezes por semana se envolvem em atividades de lazer intelectualmente estimulantes agem melhor do que as que se limitam a ficar sentadas no sofá, vendo televisão. Com o passar dos anos, a qualidade do seu cérebro vai refletir as ações que você toma e o tipo de vida que você leva.
Você sabia que...
O cérebro tem uma estrutura muito complexa? – Pesa cerca de 1,4 kg, comporta mais de 12 trilhões de neurônios e está dividido em três partes fundamentais: o hipotálamo, o sistema límbico e o córtex.
A rotina é inimiga do cérebro? – Por isso, o neurobiólogo Lawrence Katz, investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes, criou a designação “neuróbica”. Trata-se de um conjunto de exercícios que busca o rejuvenescimento celular de certas áreas do cérebro, por meio de uma espécie de ginástica mental. Um exemplo simples da neuróbica: você sempre escova os dentes usando a mão direita? Passe a escová-los com a esquerda. A idéia é desabituar o cérebro de certas rotinas.
Direito ou esquerdo?
Agora analise cada uma das qualidades dos dois hemisférios. Constate quais refletem o que você é e não o que você gostaria de ser. Este levantamento indicará que hemisfério você precisa desenvolver mais:
Qualidades do hemisfério direito
Impulsivo - Você toma atitudes impensadas com freqüência.
Sonhador - Você costuma sonhar muito com um mundo diferente.
Visionário - Você fica imaginando como será o futuro.
Criativo - Você trabalharia em uma agência de propaganda.
Idealista - Você se preocupa com o bem-estar da Humanidade.
Excêntrico - Você gosta de ser ou parecer diferente da média.
Emotivo - Você se emociona facilmente vendo um drama no cinema.
Musical - A música sempre transporta você para outros lugares, outros momentos.
Artístico - Quadros e esculturas são muito importantes para você.
Romântico - Você cria momentos especiais para a pessoa que está ao seu lado.
Qualidades do hemisfério esquerdo
Ponderado - Você pensa muito antes de tomar uma decisão.
Detalhista - Você precisa de detalhes para entender bem um assunto.
Organizado - Sua mesa e seu ambiente de trabalho estão sempre arrumados, organizados.
Pontual - Você gosta de respeitar e ver respeitados os seus horários.
Controlado - Você mantém a calma em situações difíceis.
Planejador - Você costuma planejar seu dia, sua semana, suas atividades.
Persistente - Você leva tudo até o fim ou tende a desistir.
Matemático - Você tem facilidade com números, índices e gráficos.
Previsível - Você não muda muito de opinião nem de humor.
Falante - Você sente grande necessidade de falar.
(Fonte: Revista "Vencer".)

Depois que li esta reportagem, me dei conta do quanto eu praticamente só tenho usado o lado direito!

(E pior: acho difícil melhorar...
rsrs)
É aquele velho bloqueio:
"Eu sou da área de Humanas. Não me venha com cálculos!" 
Identifico-me com nove(!!!) das dez qualidades do lado direito.
Já do esquerdo...não chego a zerar...
mas diria que possuo...umas três, no mááximo.
(Sem contar a última, claro...pois com esta toda mulher se identifica, né? rsrs Seja qual for sua área de atuação.)

Solidariedade Muda
O coração tinha porta, tinha campainha, mas costumava ficar sem tranca. A entrada era fácil, porém não era franca. A campainha tinha que ser acionada, a porta então se abria com facilidade e os convidados podiam visitá-lo com algumas regalias. Ganhariam passe livre? O tempo diria. O preço para a permanência não era alto, era apenas justo.
Bastava demonstrar que gostavam realmente dele e respeitariam os momentos exclusivos que qualquer coração que se preze gosta de ter. Corações adoram privacidade e principalmente verdades.
Percebeu, no entanto, a grande confusão que se faz com esta história de peito aberto. Ter peito escancarado é ter que compartilhar de sentimentos individuais e intransferíveis? Aos pouquinhos resolveu colocar uma chave básica. A porta andava sendo aberta com muita freqüência, sem sequer tocarem a campainha e era pego nu! Coração pelado é privilégio só de quem nem precisa mais bater na porta, já mora nele!
A princípio colocou um ferrolho bem vagabundinho. Acreditava que assim os invasores se tocassem que tinham que acionar a campainha. Adiantou muito pouco. Percebeu a insistência, aliás, a incoerência de acharem que alguns “olás” dados de repente, autorizavam a entrada livre.
Ontem comprou um “papaiz” com quatro voltas. Trancou bem para ter certeza que poderia ficar pelado, descabelado, melancólico, maluco se quisesse. Naquele momento, quem gostava dele realmente, saberia que ele queria apenas o silêncio do amor, a mudez da solidariedade, o afago da verdade, mas nunca a invasão de “ois” com terceiras intenções, segunda é pouca, do “oba-oba” que não prova caráter, mas faz muito bem ao ego do invasor que passa a se achar um amor de pessoa, mais ainda, companheiro fiel de uma vida inteira, exatamente como aquela paquera adolescente que ficou perto de vinte minutos no peito.
A partir de agora a cópia da chave seria dada apenas para quem soubesse que amizade não é como celebridade instantânea. É uma construção longa, pedras sobre pedras de atos e atitudes coerentes.
Vontade de chorar sozinho e baixinho de saudades de seu tempo de coraçãozinho estudante. Amigo é coisa pra se guardar, assim falava a canção. Mas certas dores e decepções não foram feitas para terem acompanhantes.
São exclusividades do dono, senão o coração fica chato de tanto reclamar ou vulgar como aqueles dos "obas e olás" que duram tanto quanto aquela paquera durou.
Salve, porém, a eterna esperança que traz novamente uma suave música ao nosso peito!
Que venham novos e permaneçam os velhos amigos, mas aqueles de braços abertos,
pois mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Ouviu a minha?
( Texto escrito por Rosa Pena: www.rosapena.com )
Apócrifo, porém bonito.
Já perceberam que hoje usamos muito a palavra “amizade” para qualquer tipo de contato ou “relação social”?
Mas será que isto que desenvolvemos é realmente a-m-i-z-a-d-e?
Eu aprendi que, grosso modo, é possível identificar três tipos:
§Amizade Passatempo – Apenas um divertimento. A galera se reúne e um diverte o outro. E assim o tempo juntos passa “descontraidamente”...mas não há vínculos fora disso.
§Amizade Útil – Acontece apenas quando um é “útil” para o outro: empresta uns CDs e DVDs ou dá carona quando o outro está “desmotorizado”...ou alguém a quem você pode pedir para cuidar do seu cachorro enquanto viaja nas férias...mas fica só nisso.
E a Amizade Mútua – Aquela baseada na virtude, na admiração mútua. É amizade por consideração...alguém com quem você já viveu e experimentou coisas. Alguém que sabe dos seus defeitos e você, dos dele, porém é um relacionamento que se firma nas qualidades mútuas, no caráter de cada um. Alguém para rir junto, mas para chorar junto também...mesmo que não se falem ou se encontrem com muita freqüência.
Essa é a amizade verdadeira, que é sim um relacionamento social e, portanto, CONTÉM os dois outros tipos de amizade que citei acima, mas que, além disso, envolve pactos, compromissos e aliança. E é rara, raríssima de se encontrar numa geração egoísta – que desenvolve muitas “relações”...superficiais e pueris. Por isso, quem possui amizade(s) verdadeira(s) e duradoura(s) cultiva e cuida.
Eu poderia falar muito mais sobre amizade e então este Post nunca teria fim...rs (afinal, o quanto se pode falar sobre esse vínculo de que tanto necessitamos!?)
E existem inúmeros textos sobre esse assunto...um mais lindo do que o outro. Mas resolvi postar este porque, assim como aquele que postei no Ano Novo, tem o mesmo problema em torno da sua autoria, pois também é atribuído a um autor, mas na verdade, não é dele. Mesmo assim gostei do texto e resolvi publicá-lo apontando este equívoco – que pesquisando, descobri:
Divulgam-no como sendo de Vinicius de Moraes mas, assim como aquele falso-drummond, é de Autoria Desconhecida.
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter
sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e
calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia,
de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos
ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande
amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse
amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os
passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se
sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é
imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter
sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro,
mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de
perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir
o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias
humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o
imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam
nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova quando chamado de amigo. Que saiba
conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes
chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de
um amigo para não se enlouquecer, para contar o que
se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e
das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve
gostar de ruas desertas, de poças de água e de
caminhos molhados, de beira de estrada, de mato
depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para
não se viver debruçado no passado em busca de
memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo
ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a
consciência de que ainda se vive.

Interessante, né?
Mesmo não sendo do Vinicius!
E então concordo com a minha mais nova “amiga blogueira” que
comentou no Post do Ano Novo:
[Já vi que a postagem de “Textos Apócrifos, porém bonitos” vai
se tornar uma série aqui no meu Blog...rs]
Beijos e abraços a todos os meus amigos! (De antes, de agora e os que ainda farei).